Depois da tempestade, o alívio

Bolsas europeias tiveram a maior perda em dois meses, em meio à elevação dos temores com a situação da Evergrande e o clima de cautela.

As Bolsas europeias tiveram a maior perda em dois meses, em meio à elevação dos temores com a situação da Evergrande e o clima de cautela, em uma semana carregada de reuniões de política monetária.

O clima de aversão ao risco também derrubou as Bolsas de Nova Iorque, com os temores globais se somando às incertezas locais, com a decisão do Fomc na quarta-feira e as incertezas com a elevação do teto da dívida, com riscos de o governo ficar sem dinheiro em outubro. O S&P 500 e Nasdaq tiveram a pior sessão desde 12 de maio.

No Brasil, o Ibovespa teve a segunda queda acima de 2,0%, em meio aos temores globais e à continuidade de incertezas fiscais. Apesar da melhora no fim do pregão, puxada pela retomada nas Bolsas americanas, a sessão foi marcada por fortes quedas, especialmente nos setores ligados a commodities e consumo doméstico.

Hoje, as Bolsas na China e Coréia do Sul seguiram fechadas, devido a feriados nacionais. No restante, dia de recuperação, com a moderação do sentimento de liquidação nas carteiras pelos investidores. No Japão, dia de ajuste, após o feriado na segunda-feira.

Na agenda do dia, destaque para as reuniões de política monetária dos dois maiores Bancos Centrais da região, começando pela China às 22h30 e a reunião do Banco do Japão (BoJ) às 23h.

O minério de ferro não foi negociado na Bolsa de Dalian, na China. O contrato de referência negociado em Singapura teve alta de +1,02%, negociado em US$ 94,25 na madrugada de hoje.

As fortes quedas de ontem incentivaram a entrada dos investidores, especialmente no setor de óleo e gás, em meio às perspectivas de altas nos preços com a chegada do inverno. Em dia de IPO, a Universal Music Group chegou a subir 35,0%. Na agenda, discursos de representantes do Banco Central (BCE).

Nos EUA, a sessão de ontem ficou marcada por uma reversão próxima ao fim do pregão. O movimento continuou ao longo da madrugada, levando os futuros das Bolsas para o positivo. Na agenda, serão divulgados os primeiros dados do mercado imobiliário.

No Brasil, a trégua externa deve corroborar para um dia positivo, após a sequência de cinco quedas consecutivas. O destaque do dia será o encontro entre os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para o encaminhamento da solução para o impasse dos precatórios.

O BC ofertará 15 mil contratos (US$ 750 milhões), na rolagem dos contratos de dezembro, no leilão de swap cambial tradicional, das 11h30 às 11h40. Serão oferecidos contratos para 1º de fevereiro de 2022 e 1º de julho de 2022.

O Tesouro fará leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) entre 11h e 11h30. Serão oferecidos papéis com vencimento em agosto de 2026, agosto de 2030 e agosto de 2055.

Lira afirmou ontem que a reforma administrativa e a solução dos precatórios devem ser os assuntos da semana no Legislativo. Além disso, comentou que o Congresso não participou das negociações sobre o aumento do IOF para bancar o Auxílio Brasil.

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Nicolas Borsoi

Economista da Nova Futura Investimentos

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