Depois dos 40, não

Dos cerca de 4 milhões de brasileiros que recebem o seguro-desemprego, 15% têm mais de 40 anos. A revelação foi feita pelo secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, Remígio Todeschini, esta semana, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, para debater projeto de lei do senador Jefferson Peres (PDT-AM) que concede incentivo fiscal às empresas que empreguem trabalhadores com mais de 40 anos.

A culpa é dos 40
Todeschini admitiu que, além de constituírem um dos setores mais atingidos pelo desemprego, os trabalhadores daquela faixa etária levam cerca de seis meses para serem  reabsorvidos pelo mercado de trabalho. Apesar da reconhecer a gravidade do problema, a proposta Todeschini para esses trabalhadores repete a tese tucana da empregabilidade: “Além do incentivo, é preciso que se tenha um processo de qualificação e auto-emprego para combater essa questão.”
Ou seja, formar desempregados cada vez mais qualificados para um país que cresce de forma medíocre ou aconselhá-los a abrir negócios numa nação de desemprego em alta e renda em baixa.

Novo horário
Entra em vigor amanhã o decreto do prefeito de São Paulo, José Serra, que determina que cargas e descargas em grandes estabelecimentos comerciais e de serviços na cidade sejam realizadas apenas no período noturno, das 22h às 6h, em dias úteis, e das 14h à meia-noite, aos sábados, e em qualquer horário, aos domingos e feriados. Entidade ligada à logística, a Associação ECR Brasil teme pelo risco de desabastecimento do comércio em geral.

Recorde
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, será homenageado hoje, no Palácio da Cidade, por se tornar o governante a dirigir por mais tempo a cidade do Rio de Janeiro – 101 meses. Às 11h uma placa comemorativa de bronze será inaugurada no primeiro andar do palácio.

Revanche
Nem só a Argentina ameaça impor barreiras às exportações brasileiras, aditivadas pelo raquítico mercado interno produzido por Palocci e Cia. Os produtores de vinho no Brasil querem criação de  um imposto ad valorem entre US$ 0,60 e US$ 0,75 por garrafa de  vinho importado, independente da origem do produto,  inclusive dos países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai). A proposta será apresentada hoje ao ministro do  Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Atualmente, a tarifa do Imposto de Importação para vinho é de  27%, exceto para os produtos oriundos dos países do Mercosul,  que entram no Brasil sem pagar imposto. O presidente da câmara setorial, Hermes Zaneti, afirmou que 70% dos vinhos finos consumidos no Brasil são importados. “Não somos contra a importação, mas contra um tipo de importação desleal e predatória que venha a assaltar o país com produto de baixa qualidade”, disse o presidente, citando que há vinhos argentinos chegando ao país por R$ 1,20.

Fronteira
O contrabando também preocupa os vitivinicultores. Segundo Hermes Zaneti, somente da cidade Argentina de Puerto Iguaçu entram ilegalmente no Brasil 50 mil caixas de 12 garrafas mensalmente.

Falência
Os aspectos jurídicos da nova lei de falências – que entra em vigor no dia 9 de junho – serão debatidos hoje e amanhã no seminário Nova Lei de Recuperação de Empresas, promovido pela Firjan, Instituto Brasileiro de Gestão e Turnaround (IBGT) e Fundação Getúlio Vargas. Será na sede da federação das indústrias (Av. Graça Aranha 1 – Centro)

AVC
Alguns avanços da medicina brasileira estão sendo apresentados no congresso da Heart Rhythm Society, em Nova Orleans (EUA), pelo cardiologista coordenador do Centro de Fibrilação Atrial do Hospital Pró-Cardíaco, Eduardo Saad, único representante brasileiro no evento. Ele apresentará a técnica pioneira para reduzir os riscos de AVC cerebral durante tratamento da fibrilação atrial. De acordo com Saad, o tratamento tradicional tem eficácia de apenas 50% e a técnica utilizada no Brasil consegue 80% de sucesso.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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