Depois dos italianos, sul-africanos também protestam contra Israel

Ingleses também fazem protestos contra os israelenses.

Uma semana depois de portuários italianos pararem um navio, que iria para Israel, e se recusarem a carregá-lo com armas e explosivos, em apoio aos palestinos, dessa vez foram os sindicatos sul-africanos que impediram o desembarque de mercadorias israelenses.

O coletivo africano Afro-Palestinian Forum relatou em sua conta oficial no Twitter que, nesta sexta-feira, os estivadores sul-africanos se recusaram a descarregar navios e mercadorias israelenses, como um gesto de solidariedade à Palestina.

“Os trabalhadores do porto de Durban na África do Sul se recusaram a descarregar um navio de carga israelense e agora estão protestando em apoio à Palestina”, anuncia o Fórum Afro-Palestino em sua mensagem de solidariedade, reproduzida por organizações de outros países como Papua Militant Internacional.

A atividade foi convocada na última terça-feira pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Aliados da África do Sul (Satawu) e outras organizações sindicais. A decisão de não descarregar mercadorias israelenses responde a um apelo de solidariedade lançado pela Federação Geral dos Sindicatos da Palestina.

“Fomos notificados de que um carregamento do Apartheid-Israel chegará à costa sul-africana do porto de Durban. Como uma escola de luta de classes, localizada na indústria de transporte, Satawu convoca seus membros a boicotar essas companhias de navegação ”, disse o comunicado.

A mensagem lembra que “em 2009, os membros da Satawu se recusaram a descarregar o carregamento do estado israelense. Porque a história tende a se repetir, Satawu sempre apoiará qualquer forma de luta destinada a libertar a classe trabalhadora dos grilhões do colonialismo coberto como o modo de produção capitalista.”

Ainda nesta sexta-feira, as organizações sul-africanas Alliance Solidarity with Palestine and Media Review Network entraram com uma ação junto à Autoridade Tributária Nacional para processar governantes israelenses por crimes de guerra.

Com a medida, as associações citadas pretendem eliminar o “risco real de que a África do Sul acabe se tornando um porto seguro para” representantes do governo israelense, aponta o comunicado da Aliança Solidária com a Palestina e da Media Review Network.

Inglaterra

Ativistas do coletivo britânico Palestine Action ocuparam na última quarta-feira o telhado de uma fábrica de armas pertencente à empresa israelense Elbit Systems, com sede em Leicester, na Inglaterra, conforme relatado pela entidade a partir de sua conta oficial no Twitter.
“Local ocupado: a produção de armas de Israel está oficialmente interrompida (…). Apesar da forte presença da polícia, a produção de armas israelense continua paralisada em Leicester ”, anunciaram os ativistas no Twitter.

Em um comunicado, emitido em nome dos manifestantes, o Palestine Action declarou: “Ativistas tomaram uma ação direta em resposta ao canal de armas da Elbit contra a força de ocupação israelense, que as está usando para cometer crimes de guerra em Gaza.”

Da Redação com informações do Esquerda Diário e TelesurTV

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

União concentra 77% da dívida pública do Rio

Apesar de pagamentos feitos pelos estados, débito não para de subir.

Venezuela conta com multis para produzir 2 milhões de barris por dia

País espera também volta de estatais sul-americanas.

Brasil e China ampliam acordos de cooperação

Parcerias incluem economia digital, setor de baixo carbono e produtos agrícolas.

Últimas Notícias

Solidus Aitech arrecadou mais de US$ 10,5 mi de fundos com tokens

Serviço de computação de alto desempenho (HPC) quer 'democratizar a IA'.

Pão pita tradicional poderá ser feito em escala industrial

Novo sistema é capaz de produzir até 1.000 quilos/hora de pita.

Policiamento reforçado em terreiros de umbanda e candomblé de Itaboraí

Terreiros foram ameaçados por pastor evangélico em show gospel.

Rodoviária do Rio inicia a 24ª Campanha do Agasalho

Desde a 1ª edição, em 1999, quase 1 milhão de peças já foram doadas.

Votação sobre cobrança de mensalidade em universidade pública é adiada

CCJ decidiu fazer uma audiência pública sobre a PEC 206.