Deputados cobram ao TCU e MPF investigação do Bolsolão

Esquema de corrupção e superfaturamento de R$ 3 bilhões.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), líder da minoria na Câmara, entrou nesta segunda-feira com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a investigação do orçamento paralelo operado pelo presidente Jair Bolsonaro, com gastos estimados em R$ 3 bilhões.

“Diante das gravíssimas denúncias de que o Governo Bolsonaro teria criado um orçamento paralelo para montar uma base aliada no Congresso via toma lá da cá, vamos representar ao TCU e MPF para que investiguem o Bolsolão”, completou o deputado federal Alessandro Molon (PSB), líder da oposição na Câmara.

O esquema de compra de votos de parlamentares foi denunciado neste final de semana pelo jornal Estado de S.Paulo. A verba não faz parte das emendas parlamentares. Os valores são repassados para deputados e senadores em troca de apoio ao governo.

A denúncia mostra também que os valores liberados, à margem do controle dos ministérios, são utilizados em compras superfaturadas, especialmente de tratores, com valores que chegam ao dobro dos estimados em pregão público.

Freixo pede a investigação de Bolsonaro e do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, pasta que tem sido o atalho preferencial para direcionamento das verbas.

“É imperativo investigar se o Governo Bolsonaro escolheu montar uma base no Congresso em vez de garantir vacinas e, por isso, recusou imunizantes em 2020. Com os R$ 3 bilhões gastos na compra de apoio, daria para adquirir 58 milhões de doses da Pfizer na primeira oferta”, tuitou Molon.

O deputado do PSB acrescentou: “Em tempos de #Bolsolão, é muito ‘curioso’ que o Governo Bolsonaro tenha cortado a verba do Coaf destinada para a modernização do sistema que combate crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro. Estamos de olho!”

No Mensalão, em 2005, acusação contra o Governo Lula de compra de apoio parlamentar, laudo da Polícia Federal estimava o valor em R$ 101 milhões. Atualizados para o final de 2020, seriam R$ 280 milhões.

Leia também:

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