Desagrado

Os mercados financeiros internacionais estão decepcionados com a política do governo Kirchner para o setor de energia. Ao invés dos vultuosos lucros da era Menem, a previsão da agência de classificação de risco Fitch é de que 2003 será igual a 2002 (sem reajuste de tarifas e com lucros baixos transformados em prejuízos contábeis) e não há previsão de melhoras – na visão financista – para 2004. Sinal de que o governo argentino está sendo melhor para o povo de lá que Lula para o de cá.

Retratos do império
A tragédia que vitimou o embaixador Sérgio Vieira de Mello não poderia ser mais simbólica da política internacional. Na guerra de Bush, o petróleo é norte-americano, a carnificina atinge os iraquianos e à ONU, restam os escombros.

Alternativa
Não há alternativa para a economia mundial “enquanto a hegemonia americana não for derrotada”, prega o senegalês Samir Amin, do Fórum do Terceiro Mundo, no Brasil para participar do seminário Hegemonia e Contra-Hegemonia, que acontece até o final desta semana no Hotel Glória (RJ). Amin considera que a hegemonia norte-americana já é compartilhada com a União Européia e Japão, que tendem a se unir diante de qualquer ameaça. “Há um novo imperialismo coletivo cujo eixo está baseado não mais apenas na industrialização, mas na tecnologia, sobretudo de comunicações, e no militarismo. Mas apelar para a guerra mostra muito mais a ineficiência da globalização do que a supremacia do país central”. Amin defende um projeto político para os países do Hemisfério Sul, com forte participação do Estado e baseado na desvinculação das potências hegemônicas.

Viva Angola
A escritora portuguesa Maria Eugénia Neto, viúva do poeta e primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, visita hoje o Ciep batizado em homenagem ao líder angolano, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. A escritora está no Brasil especialmente para receber a Medalha Pedro Ernesto Pos Morten, da Câmara Municipal, solicitação do vereador Ricardo Maranhão (PSB).

Funcionalismo
Os servidores do INSS do Rio farão assembléia nesta sexta-feira no auditório do Conselho Regional de Engenharia (Crea/RJ), no Centro. O objetivo é analisar a greve iniciada em 2 de junho e as negociações com o governo Lula. A categoria reivindica a extensão do Plano de Carreira, Cargos e Salários, já pago pelo INSS em vários outros estados. A extensão se faria pela incorporação de um percentual de 47,11%. O movimento também integra a greve nacional dos servidores contra o pacote da Previdência.

Veloz
Velox, serviço de acesso à Internet em alta velocidade da Telemar, atingiu a marca de 100 mil clientes em seis estados. Foram 17 mil novos clientes somente no mês de julho, atingindo a marca 100 mil usuários em seis estados. “A previsão é fechar agosto com 25 mil novos clientes”, afirma o diretor da Unidade de Negócios Varejo da Telemar, Eduardo Aspesi. Um dos últimos lançamentos foi o Velox Condomínio, disponível para prédios no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

Seletivo
Da afirmação do presidente Lula de que a aprovação do pacote da Previdência teria como principal objetivo a garantia de que “em 20 a 30 anos as pessoas recebam sua aposentadoria”, se poderia deduzir que o governo petista é defensor do calote nos seus contratos. Por analogia, se aplicado o mesmo raciocínio aos gastos com juros, que, até o primeiro semestre, já consumiram R$ 74 bilhões – equivalente ao gasto anual da Previdência –  isso significaria que o governo também reduziria os direitos de banqueiros e rentistas. No entanto, como o PT já disse, e tem cumprido religiosamente, que pagamento de juros é sagrado, resta a conclusão de que petistas são favoráveis apenas a calotes seletivos.

O clone
O proprietário de um veículo emplacado no Rio de Janeiro recebeu do Detran-RJ uma multa. Só que há mais de um ano que o automóvel não circula fora do Distrito Federal.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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