Desaprovação a Bolsonaro é recorde: 63%

Maior índice era de maio de 2020, quando desaprovação ao presidente da República bateu 55%

Pesquisa do Instituto MDA Pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) e divulgada hoje aponta uma desaprovação recorde – 63% – ao presidente Jair Bolsonaro, desde janeiro de 2019, quando assumiu o poder. As informações são do jornal O Estado de Minas.

Segundo a publicação, “o maior índice até então em uma pesquisa MDA/CNT havia sido registrado em maio de 2020, com desaprovação de 55%. Em relação à última pesquisa, houve crescimento de 12% na desaprovação a Bolsonaro. Em fevereiro de 2021, o presidente era desaprovado por 51% dos entrevistados.”

O jornal também lembra que o melhor momento de Bolsonaro foi em fevereiro de 2019, pouco depois de tomar posse: a aprovação era de 57%, com desaprovação de 28%.

Já a versão deste ano do estudo global Millennials e Geração Z, da Deloitte, retrata que os millennials (ou geração Y, nascidos entre 1980 e 1995) e a geração Z (nascidos de 1995 até 2010) acreditam que o mundo está em um ponto de inflexão sobre questões ambientais, desigualdade e racismo. No Brasil, destacam-se o alto nível de estresse e ansiedade dos jovens, a preocupação com o desemprego, o combate ao racismo sistêmico, os efeitos da pandemia na sociedade e no futuro, o que esperam das empresas e a visão sobre economia, política e mudanças climáticas.

No Brasil, o desemprego permanece liderando a lista dos millennials, seguido por cuidados com a saúde/prevenção de doenças e segurança; para a geração Z, estão o desemprego, a segurança e a saúde em terceiro lugar. Para mais quase metade dos respondentes de ambas as gerações, no Brasil, mais pessoas se comprometerão a tomar medidas sobre questões ambientais após a pandemia e mais de dois terços concordam que as mudanças ambientais identificadas durante a pandemia os tornaram mais otimistas em relação à reversão das mudanças climáticas no futuro.

Muitos ainda acreditam que a ganância e a proteção dos interesses próprios das empresas/pessoas em melhor situação são os principais fatores para a desigualdade social (para 39% dos millennials e 41% da geração Z); mais de três quartos dos millennials (85%) e da geração Z (83%), no Brasil, acham que a riqueza e a renda estão desigualmente distribuídas.

Os millennials e a geração Z acreditam que a discriminação é generalizada, provavelmente possibilitada pelo racismo sistêmico em toda a sociedade e nas grandes instituições. Pelo menos um em cada cinco entrevistados se sente pessoalmente discriminado “o tempo todo” ou “frequentemente”, devido às aparências que revelam suas origens. No Brasil, as gerações são ligeiramente mais propensas do que a média global a se sentirem pessoalmente discriminadas pelo governo, empresas e mídias sociais e responderam se sentirem menos discriminados durante as atividades cotidianas e em seus locais de trabalho; 85% da geração Z e 72% dos millennials creem que o racismo sistêmico é difundido na sociedade em geral.

Em comparação com a média global, os millennials e a geração Z no Brasil são mais propensos a afirmar que a pandemia os inspirou a tomar ações positivas para melhorar suas vidas (86% dos millennials e 82% da geração Z no Brasil, contra 71% e 70% dos respondentes globais, respectivamente). A pandemia teria trazido novas questões a eles e os tornado mais atentos às necessidades de outras pessoas em suas comunidades (81% dos millennials e 78% da geração Z no Brasil, contra 69% e 68% dos respondentes globais, respectivamente). Eles ainda se mostraram menos propensos do que os respondentes globais a concordar que agora há um forte sentimento de que todos ao redor do mundo estão “juntos nisso” (59% dos millennials e 55% das pessoas da geração Z brasileiras, contra 63% e 60% das gerações, respectivamente, globais). Em geral, ambas a gerações no Brasil são mais propensas do que os respondentes globais a acreditar que as pessoas darão mais importância à saúde no pós-pandemia, que a sociedade está pronta para lidar com futuras pandemias e que as pessoas estarão comprometidas em tomar medidas pessoais para questões ambientais e climáticas.

A maioria dos millennials e da geração Z, no Brasil, aderiu às diretrizes internacionais de saúde pública durante a pandemia (82% dos millennials e 78% da geração Z). Eles são ainda mais propensos do que os participantes globais (74% dos millennials e 69% da geração Z) a usar máscara em público ou evitar lojas, transportes públicos ou outros lugares lotados.

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