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O presidente da Light, José Luiz Alquérez, começa o ano com uma perspectiva de frustração de ganhos. É que, mesmo tendo cumprido as metas previstas no contrato com a empresa, os controladores da elétrica só se mostram dispostos a pagar pouco menos da metade do bônus a que Alquérez teria direito ao deixar a presidência da Light. Embora valores de 11 dígitos nunca sejam desprezíveis, o deságio que se desenha é ainda mais robusto.

Outra parte
Ressalve-se que as metas que Alquérez cumpriu referem-se às obrigações de seu contrato com os controladores. Já com os contribuintes, a empresa que preside continua em débito, como confirmam os apagões quase diários que afetam os consumidores do Rio de Janeiro.

Alma do negócio
Levantamento da Federação Nacional das Agências de Propaganda  (Fenapro) junto aos sindicatos das agências de propaganda dos vários estados mostra que expectativa do setor é de incremento de cerca de 10% no volume de negócios, em relação a 2009. De acordo com a Fenapro, que, no início do ano, já se registra aumento, por exemplo, de contratação de pessoal e solicitações de anunciantes para orçar ações de marketing e propaganda: “As agências que demitiram entre 2008 e 2009, por conta da crise internacional, agora estão recontratando para atender o incremento da demanda decorrente de fatores como Copa do Mundo, eleições, maior movimentação dos anunciantes do setor privado, aquecimento do varejo e realização de licitações públicas suspensas há algum tempo”, afirma Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro.

Abadá carioca
Embora ainda longe do caráter industrial de seu congênere na Bahia, o carnaval de rua do Rio também já registra uma escalada de negócios. O desfile, no sábado de carnaval, do Bola Preta, maior e mais antigo bloco de rua da cidade, já é alvo de currazinhos no estilo dos espaços VIPs montados em outros grandes tipos de eventos. Por R$ 50, um deles oferece cerveja e churrasco liberados, além de acesso restrito a um espaço cercado, desde a véspera, por arames, a um grupo que já reúne 350 pessoas, numa das esquinas da Avenida Rio Branco.

Empreendedores do samba
Se é lucrativo, o negócio exige, no entanto, investimentos em infra-estrutura e prestadores de serviços. O dono do ponto citado acima, por exemplo, começa a ocupar o espaço que oferece aos clientes desde as 19h da véspera do desfile do Bola. Além de cercar o local e montar guarda, ele contrata seguranças e garçons, distribui camisas e pulseiras para controlar a entrada das pessoas e evitar a presença de penetras. O negócio dá tanto trabalho que o organizador, que já deu uma enxugada no número de convidados, planejar reduzir o número para, no máximo, 200 pessoas.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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