Desde janeiro de 2021, confiança do consumidor teve queda: 2,8%

Houve queda em quase todas as regiões do país, com exceção do Norte, onde o INC mostrou aumento

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Rua 25 de Março, em São Paulo (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)
Rua 25 de Março, em São Paulo (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pela PiniOn, alcançou, em janeiro, 105 pontos, diminuindo 3,7% em relação a dezembro e 2,8% ao mesmo mês do ano passado. A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.699 famílias, a nível nacional, residentes em capitais e cidades do interior.

É a segunda queda mensal consecutiva e da primeira contração em relação a igual mês do ano anterior desde janeiro de 2021, época da pandemia. De todo modo, o INC ainda permanece no campo otimista (acima de 100 pontos).

Houve queda da confiança em quase todas as regiões do país, com exceção do Norte, onde o índice mostrou aumento, enquanto no recorte por classes socioeconômicas, a exemplo do que ocorreu em dezembro, também houve retração quase generalizada, com exceção das famílias pertencentes à classe DE.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, “de maneira ampla, ocorreu uma diminuição na deterioração da percepção das famílias em relação à sua situação financeira presente. No entanto, observa-se uma deterioração mais significativa das expectativas em termos da situação futura, com uma redução na segurança no emprego.”

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Essa menor deterioração da confiança em relação à situação financeira atual se refletiu em leves aumentos da disposição a comprar itens de maior valor, como carro e casa, da propensão a comprar bens duráveis, tais como geladeira e fogão, e da disposição a investir. Nos três casos, as intenções de comprar e investir permaneceram sendo majoritárias.

O INC de janeiro indica uma redução em relação ao mês anterior e um declínio em comparação com o mesmo mês do ano passado. Embora não seja conclusivo como uma mudança de tendência, esse resultado provavelmente reflete a desaceleração econômica em meio ao alto endividamento das famílias e taxas de juros ainda elevadas. Apesar da diminuição da confiança, ela permanece em território otimista. Em conjunto com aumentos de renda e emprego, isso pode continuar sustentando o crescimento do consumo ao longo do ano atual.

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