Desemprego nos EUA dispara em 3 milhões em 1 semana

número é cinco vezes mais alto do que o pico de pedidos de seguro-desemprego registrado durante a crise financeira de 2008.

Internacional / 23:52 - 26 de mar de 2020

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Com o fechamento ou redução de atividades como restaurantes, lojas, cinemas, arenas esportivas e outros estabelecimentos por conta do combate à pandemia do coronavírus, o número de norte-americanos que solicitaram seguro-desemprego saltou para 3 milhões e 283 mil na semana de 15 a 21 de março. Na semana anterior, estava em 282 mil. As informações são do Departamento de Trabalho dos EUA.

O número é cinco vezes mais alto do que o pico de pedidos de seguro-desemprego registrado durante a crise financeira de 2008 e representa um aumento de 12 vezes em relação à semana anterior.

O recorde até então era de 695 mil pedidos, em outubro de 1982. Em dezembro de 2008, no ápice da crise financeira, o mesmo indicador semanal somava 570 mil requerentes.

Economistas já antecipavam a alta nos requerimentos de seguro-desemprego, mas o número divulgado superou as estimativas.

Nesta quinta-feira , o Senado norte-americano aprovou um pacote de medidas para aplacar o impacto do coronavírus sobre a economia no valor de US$ 2 trilhões. O projeto segue para votação na Casa dos Representantes, onde também deve ser aprovado, e então para sanção do presidente Donald Trump.

O pacote busca evitar as demissões: US$ 367 bilhões em empréstimos serão destinados a pequenos negócios, para manter o pagamento dos funcionários enquanto eles ficam em casa. Outros US$ 500 bilhões serão destinados a empresas maiores e municípios.

Com o agravamento da crise provocada pela Covid-19 nos Estados Unidos, o número de desempregados no país poderá chegar a 20 milhões no mês de abril, de acordo com as estimativas da consultoria de análises econômicas Oxford Economics.

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