Nesta manhã, o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS, por sua sigla em inglês) divulgou que a taxa de desemprego nos EUA apresentou um ligeiro aumento em relação aos meses anteriores registrando 4,2% (marginalmente acima do consenso), contra 4,1% em outubro e setembro. Em novembro de 2023, a taxa de desemprego estava em 3,6%. Por outro lado, os dados do payroll mostram um aumento nas contratações líquidas, com a criação de 227 mil novos empregos, acima da expectativa de 214 mil, e consideravelmente acima de outubro, com dados revisados apontando para 36 mil, contra 12 mil inicialmente cotados – vale lembrar que outubro foi impactado por eventos climáticos e greves trabalhistas.
Em relação aos salários, o crescimento veio marginalmente acima com 0,4% (ante o esperado de 0,3%), mesmo valor apresentado em outubro e representativamente menor do que em novembro de 2023 (que apresentou um aumento de 4%), o que por sua vez gera menor pressão inflacionária.
Segundo Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, “os números do relatório de emprego de novembro mostram que o mercado de trabalho nos EUA permanece robusto e confirmam o cenário de pouso suave. Após a divulgação dos indicadores ampliou-se o consenso em torno da expectativa de que o Fomc faça mais um corte de 0,25 ponto percentual nos juros em sua última reunião do ano, deixando eventuais mudanças de rota para 2025 após conhecermos melhor as medidas de política econômica do novo governo de Trump.”
Já para Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike, “o relatório de emprego de novembro fortalece a possibilidade de um novo corte de juros possivelmente de 0,25 ponto percentual. A criação de novas vagas, acima da expectativa e do dado anterior, mostra a força do mercado de trabalho americano. Com a taxa de desemprego estável em 4,2%, o mercado se encontra equilibrado, combinando geração robusta de empregos e estabilidade no nível de desocupação. Esses dados reforçam que a economia americana segue resiliente, abrindo espaço para estímulos monetários adicionais sem risco imediato de pressões inflacionárias”.
E para Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio, os dados sinalizam uma economia aquecida que pode influenciar o cenário global de investimentos.
“Para o Brasil, essa resiliência econômica americana, combinada com a perspectiva de um novo corte de juros pelo Federal Reserve, pode atrair mais capital estrangeiro, estimulando setores produtivos e gerando oportunidades para empresas locais. Isso cria um ambiente mais favorável para a expansão de negócios e projetos estratégicos no país.”
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