Desemprego permanece acima de período anterior à pandemia

São 6 anos de taxa de desocupação de 2 dígitos.

No trimestre encerrado em novembro, a taxa de desocupação no país caiu para 11,6%, com diminuição de 10,6% no número de desempregados, uma redução de 1,5 milhão de pessoas entre os desocupados. A queda em relação ao trimestre anterior foi de 1,6 ponto percentual, e o número de pessoas sem ocupação é 12,4 milhões. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 14,5%, com 2,1 milhões a menos em busca de trabalho.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, porém, mostram que o desemprego segue acima dos níveis anteriores à pandemia. Em setembro-outubro-novembro de 2019, a taxa de desocupação era de 11,3%.

Segundo o instituto, entre o trimestre encerrado em agosto e o período encerrado em novembro, 3,2 milhões de pessoas conseguiram entrar no mercado de trabalho, um aumento de 3,5% no número de pessoas ocupadas.

Análise realizada pelo Instituo de Estudos de Desenvolvimento Industrial (Iedi) adverte para o fato de que “não há muitos motivos para comemoração. O lado bom é que a ocupação está subindo, e a desocupação, diminuindo. Do lado negativo, continuamos com uma taxa de desemprego de 2 dígitos, elevadíssima subocupação por insuficiência de horas trabalhadas, informalidade em níveis recordes, rendimentos em nítido retrocesso e massa salarial encolhendo”.

Aponta ainda o Iedi que, a contar pela taxa de desocupação, o impacto adverso da pandemia foi dissipado ao recuar de 14,4% no trimestre findo em nov/20 para 11,6% em igual período de 2021, voltando a um patamar próximo ao de 2018-2019. O problema é que este patamar já era muito elevado. São 6 anos de desemprego de dois dígitos. Ou seja, desde a deposição de Dilma Roussef o desemprego não dá trégua.

O Iedi lembra que estudos econômicos indicam que quanto mais tempo uma pessoa fica sem emprego mais difícil é retornar ao mercado de trabalho.

O número total de desempregados, que ainda somam 12,4 milhões de pessoas, caiu -14,5% na comparação set-nov/21 com set-nov/20, sob influência da vacinação contra a Covid-19 que permitiu o avanço da normalização de atividades mais empregadoras, notadamente, de serviços de alojamento e alimentação, serviços domésticos e outros serviços.

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