Desemprego tem taxa recorde de 14,4%

Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia espera alta histórica no próximo ano.

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A taxa de desemprego atingiu 14,4% no trimestre até agosto, contra 12,9% no trimestre imediatamente anterior e 11,8% no mesmo período de 2019. Esse é o nível mais alto da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de desempregados chegou a 13,8 milhões diante do aumento da procura por trabalho com a flexibilização das medidas de isolamento social.

Os dados da Pnad Contínua também mostra que o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 29,1 milhões, foi o menor da série, caindo 6,5% (menos 2,0 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e de 12,0% (menos 4,0 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (8,8 milhões de pessoas) caiu 5,0% (menos 463 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e 25,8% (menos 3,0 milhões) ante o mesmo trimestre de 2019.

As perspectivas futuras sobre o assunto levaram o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmar, durante encontro virtual com representantes do banco Safra, que o índice de desemprego no Brasil deverá sofrer alta histórica no próximo ano.

Muitas pessoas perderam emprego e não estavam procurando porque a cidade estava fechada. Então as pessoas estavam desempregadas, mas não apareciam na pesquisa”, afirmou Sachsida, no encontro, ocorrido na quarta-feira (28), segundo matéria divulgada pela Agência PT.

A economia reabre, as pessoas passam a procurar emprego, algumas vão encontrar e, por isso, o desemprego real cai. Mas, como tem mais gente procurando, a variável taxa de desemprego vai aumentar”, acrescentou um dos principais auxiliares do ministro Paulo Guedes, atribuindo a distorção estatística à metodologia usada pelo IBGE.

 

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