Desigualdade ameaça economia e política

Relatório do G20 sobre desigualdade mostra riscos à coesão social, à economia e à política, com sérios efeitos sobre a democracia.

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Desigualdade social (foto de Vladimir Platonow, ABr)
Desigualdade social (foto de Vladimir Platonow, ABr)

O relatório do G20 liderado pelo ganhador do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz que soa o alarme sobre a “emergência da desigualdade” e pede a criação de um Painel Internacional sobre Desigualdade, oferece um panorama das forças que geram a desigualdade e do estado atual da desigualdade e os riscos à economia e à política.

Ele surge em meio à crescente preocupação com o “aumento global da renda e da riqueza no topo da escala” e com os crescentes desafios que grande parte da população enfrenta para sobreviver.

Ao analisar políticas que poderiam ajudar a reduzir a desigualdade, o relatório se concentra particularmente no nível internacional, incluindo medidas para conter a concentração corporativa e esforços para reformar a arquitetura tributária internacional, que já constam da agenda do G20.

Stiglitz destaca: “O mundo entende que enfrentamos uma emergência climática; é hora de reconhecermos que também enfrentamos uma emergência de desigualdade.”

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Ele explica que não se trata apenas de uma questão injusta e prejudicial à coesão social – é também um problema para a economia e para a política. “O nosso comitê considerou veementemente que alguns dos piores efeitos da desigualdade afetam a democracia.”

“O trabalho do comitê demonstrou que a desigualdade é uma crise que exige uma ação concertada. O passo necessário para concretizar essa ação é que os decisores políticos, os líderes políticos, o setor privado, os jornalistas e a academia tenham acesso a informação e análises precisas e atempadas sobre a crise da desigualdade. É por isso que a nossa principal recomendação é a criação de um novo Painel Internacional sobre a Desigualdade”, similar ao que o IPCC tem realizado no âmbito do clima.

T4F na mira da CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) realizará nesta terça-feira sessão de julgamento para apurar suposto descumprimento do Código de Conduta Ética pela T4F Entretenimento S/A, “por terem sido identificados funcionários terceirizados submetidos à situação análoga à escravidão na edição de 2023 do festival Lollapalooza”.

Na montagem do evento, auditores do Ministério do Trabalho e Emprego alegaram ter identificado 5 funcionários de terceirizada da T4F em situação “análoga a trabalho escravo”.

Sentença judicial, de 2024, afastou algumas acusações, mas admitiu que funcionários teriam dormido em tendas (e não no alojamento locado para o pernoite), e que não haveria espaço adequado para as três refeições diárias, pelo que julgou parcialmente procedente o pedido e condenou as rés a pagar R$ 5 mil a cada trabalhador, mais R$ 250 mil de danos morais coletivos, ao FAT. As rés (T4F e terceirizada) recorreram. O processo está em curso.

Rápidas

Começou nesta segunda-feira, e vai até sexta, a Semana Internacional de Jogos, com uma programação gratuita que reúne pesquisadores, profissionais, estudantes e representantes do setor. O encontro acontece das 14h às 21h, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Informações aqui *** O Empório da Brasa abriu 30 vagas de emprego em Campo Grande (bairro do RJ), na unidade que será inaugurada no West Shopping. Currículo para [email protected] *** O XXVII Congresso Internacional de Direito Tributário, promovido pela Abradt, começa nesta quarta-feira e prossegue até dia 14 em Belo Horizonte (MG). Misabel Derzi, do escritório Sacha Calmon — Misabel Derzi, falará sobre “Cidadania, Federalismo e Tributação: os novos desafios”. Informações aqui *** Gustavo Sèngès, da Hireright, debate o futuro do trabalho no CHRO Fórum 2025, nesta terça, 11h, na AmCham SP, ao lado de Sergio Farjeman, do Itaú Unibanco. Detalhes aqui *** A Caixa lançou, sexta-feira (7), concurso público para 184 vagas de nível superior (arquitetos, engenheiros e médicos do trabalho). O concurso será realizado pela Fundação Cesgranrio *** Nesta quarta-feira, será realizado o Dia B – Dia do Bolinho de Bacalhau, no Cadeg (Benfica, RJ). O petisco custará a metade do preço em 17 estabelecimentos.

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