Desinvestimentos são fundamentais para a desalavancagem da Cosan

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Agência de classificação de risco Fitch Ratings
Fitch Ratings. Foto: divulgação

Em relatório publicado nesta segunda-feira a Fitch Ratings afirmou que desinvestimentos de ativos são fundamentais para o esforço de desalavancagem da Cosan S.A. nos próximos dois a três anos. A empresa, com negócios nas áreas de açúcar, álcool, energia, lubrificantes e logística, reúne em seu portfólio as empresas Comgás, Moove, Raízen e Rumo, que juntas têm 40 mil funcionários.

A Cosan adquiriu participação minoritária da Vale S.A. por meio de uma estrutura de financiamento complexa ao final de 2022, o que aumentou seu endividamento e pressionou a alavancagem, apesar dos dividendos adicionais provenientes das ações da mineradora. A Cosan comprou 4,9% da Vale em 2022, modelo de operação até então nunca feita pelo grupo.De acordo com o relatório, a aquisição da mineradora melhorou moderadamente o perfil de negócios da Cosan, dada a maior diversificação de ativos em seu portfólio. “A aquisição de participação na Vale, financiada por dívida, enfraqueceu os indicadores de crédito da Cosan e aumentou sua alavancagem líquida. A empresa precisa realizar relevantes desinvestimentos para reduzir sua dívida, que é elevada, principalmente no âmbito da holding”, diz Gustavo Mueller, diretor de finanças corporativas da Fitch.

A Fitch leva em consideração vários aspectos do perfil de crédito da Cosan para avaliar o grupo. As nuances do crédito e a abordagem da Fitch estão detalhadas no relatório especial “Em Foco – Empresas Latino-Americanas: Cosan S.A.”. Os desinvestimentos poderão vir de uma menor participação nos principais ativos do grupo, como Moove Lubrificantes, Compass e Raízen. “Estes são ativos significativos e valiosos, que podem proporcionar à Cosan importante flexibilidade financeira para sustentar sua desalavancagem”, cita o relatório.

Resultados

No terceiro trimestre, divulgado em 13 de novembro, o investimento consolidado da Cosan atingiu R$ 2,795 bilhões, tendo crescido 32,6% em relação ao mesmo período de 2022 e 17,2% na comparação com o trimestre anterior.

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A dívida líquida totalizou R$ 14,451 bilhões, aumento de 4,3% (R$ 597 milhões) frente ao trimestre anterior, explicado principalmente pela integralização de capital pela Cosan Corporativo na Cosan Oito para a liquidação parcial antecipada de 20% da primeira tranche do Collar Financing.

A queda anualizada foi de 27%, “evidenciando a disciplina da companhia na gestão do endividamento, além de base fraca de comparação no terceiro trimestre de 2022, impactada pela emissão dos empréstimos pontes para aquisição de participação na Vale”.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, finalizou o período em 1,7 vez ante as 2 vezes do segundo trimestre. O prazo médio para pagamento da dívida era de aproximadamente 5 anos ao final do terceiro trimestre.

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