Desligado

Ao tentar desqualificar o Plesbiscito sobre a Dívida Externa, promovido, entre outras entidades, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, alegou que nenhum país sério sequer questiona o pagamento da dívida. Nem parecia o mesmo Malan  que, em julho passado, encaminhou ao presidente FH o pedido de perdão de 5% da dívida de Moçambique. Ou será que Malan também não lê o que assina.
Questão de fé
Aliás, nem a docilidade recorrente na mídia chapa branca diante do Governo FH deveria servir de álibi para a veiculação passiva dos chiliques de Malan. Para simples contraponto ao discurso oficial, bastaria lembrar que o plebiscito integra o Jubileu de Ouro, promovido mundialmente pelo Vaticano. A não ser que, até em matéria religiosa, o fundamentalismo neoliberal tenha passado a desqualificar o catolicismo em prol de seitas mais dinâmicas e empreendoras.
Renegados
Em tempo, Estados Unidos, União Soviética e Alemanha, para ficar apenas nos principais exemplos mais recentes historicamente, foram alguns dos países que mandaram às favas o pagamento obediente de dívidas externas obstaculizavam a implantação de projetos nacionais próprios. Independentemente de suas colossais diferenças ideológicas, todos três tiveram um significativo ponto comum: se tornaram as principais potências das suas épocas.

Comida
O mercado de alimentos funcionais (cereais, raízes e tubérculos, entre outros) movimentou nos países industrializados cerca de US$ 100 bilhões – desde a produção até a mesa dos consumidores, passando pelas indústrias – durante a década que se encerra este ano. Segundo seus defensores, esse tipo de alimento ajudaria a reduzir o risco de doenças. Esses vão ser alguns dos temas do simpósio Alimentos funcionais para o novo milênio: qualidade de vida e saúde, que reunirá, hoje e amanhã, na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, especialistas brasileiros e estrangeiros de diferentes setores da alimentação e saúde.

Ruim de bola
É impressão ou o discurso de Wanderley Luxemburgo está cada vez mais parecido com a verborragia do presidente FH? Em ambos os casos, os supostos comandantes se comportam, na melhor das hipóteses, como soldados rasos recém-chegados ao fronte.

Esso
Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Esso de Jornalismo 2000, que traz como principal novidade a criação de uma Comissão Especial de 45 jurados, encarregada de eleger, via Internet, a foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia, dentre cinco finalistas escolhidas previamente pela Comissão de Seleção. A partir de quinta-feira estará no ar o site www.premioesso.com.br. Outra novidade é a instituição do Prêmio Esso Especial de Primeira Página. Serão distribuídos R$ 75 mil em prêmios: além do Prêmio Esso de Jornalismo (R$ 20 mil), estarão em disputa os prêmios de Reportagem (R$ 8 mil); Fotografia (R$ 8 mil); Primeira Página, Informação Econômica, Informação Científica/Tecnológica/Ecológica, Criação Gráfica/Jornal, Criação Gráfica/Revista e Interior (R$ 4 mil para cada um); e os cinco Prêmios Regionais, no valor de R$ 3 mil cada. As inscrições estarão abertas até o próximo dia 30 de setembro.
Para concorrer o candidato deve remeter seis cópias do trabalho para o Prêmio Esso de Jornalismo – Avenida Presidente Wilson, 118/607 – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20030-020. Somente serão aceitos trabalhos escritos em língua portuguesa, publicados em jornais ou revistas brasileiros, com sede no país  e que se refiram a fatos, pessoas ou acontecimentos ocorridos em território nacional ou, se no exterior, abordando assunto brasileiro.

Receptivo
Na próxima segunda-feira, de 14h30min a 17h30min,o professor Bayard Boiteux, diretor da Escola de Turismo da UniverCidade, estará ministrando um curso sobre turismo receptivo. O programa inclui análise do mercado internacional de viagens, o turismo receptivo no brasil e no mundo, o funcionamento básico do departamento receptivo de uma agência e marketing aplicado ao receptivo. O curso será no Teatro da Cidade (Av. Epitácio Pessoa,1664). Inscrições e informações na Agência Acadêmica pelo telefone 5251086.

Frase de efeito
FH sustenta que, a partir de agora, em seu governo vai valer o lema “obra suspeita, obra suspensa”. Espera-se, para o bem dos cofres públicos, que o mote também seja usado na relação com a banca privada, onde até agora reinou o “rombo suspeito, governo presente”.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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