Dever de casa

A China vai passar o Brasil no ranking dos países mais inovativos elaborado pela The Economist Intelligence Unit. Da posição 59, no período 2002-2006, a China pulou para a 54ª, em 2004-2008 – o maior ganho entre todos os países, desenvolvidos ou emergentes. A previsão da EIU é que os chineses alcancem a 46ª posição em 2009-2013. Já o Brasil marca passo: 48º em 2002-2006, caiu para 49º e assim deve continuar até 2013.
A China investe cerca de 1,4% do PIB em pesquisa e desenvolvimento (P&D), algo como US$ 87 bilhões em 2006. Apesar de ser cerca de 30% menos que o Japão e aproximadamente um terço do que investem os Estados Unidos, o gasto em P&D chinês cresceu a uma média de 19% ao ano entre 2001 e 2006; a meta é atingir 2% do PIB no ano que vem.

Não chores por mim
Ainda entre os Brics, a Índia melhora lentamente (58ª, 56ª e 54ª posições), e a Rússia, a mais bem colocada dos quatro, segue o Brasil e piora um pouco (da 37ª para a 39ª posição).
Já o Brasil está apenas uma posição acima da Venezuela e oito abaixo da Argentina. Está atrás também de Cuba (45º). O orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia previsto para 2009 é de R$ 3,875 bilhões, aproximadamente 0,1% do PIB nacional. O orçamento era de R$ 4,152 bilhões, mas teve um corte de 6,67%.

Custo Bush
No topo da lista países mais inovativos continuam Japão, em primeiro, e Suíça, em segundo. A Finlândia pulou duas posições e ficou em terceiro no período 2004-2008, tomando o lugar que era dos EUA, que caiu para quarto. Não é à toa que Barack Obama quer elevar para 3% do PIB os gastos norte-americanos em P&D, que caíram no reinado Bush.

Cumprir seu ideal
“Pelo jeito, estaremos condenados a importar IPods e motores para os jatos da Embraer para o resto da vida, e a fabricar os assentos dos jatinhos e a nos resignarmos a que o Brasil seja a grande fazenda de cana-de-açúcar do mundo – o “modelo do Portugal colonial” que de repente virou o sonho dos políticos e cientistas sociais que pensam o Brasil ao contrário”, desabafa o economista Maurício Dias David, integrante do Conselho Editorial do MONITOR MERCANTIL.

O mundo é complexo
Apesar da histeria midiática sobre a nova gripe mundial, o México não virou um país cercado de vírus por ar, mar e terra. Uma brasileira que trocou mensagens, nesta quarta-feira, com uma compatriota em Cancun – um dos principais centros turísticos mexicanos – ouviu surpresa a amiga contar que, apesar de os moradores estarem assustados por causa do noticiário sobre a doença, naquele balneário “está tudo calmo”.

Atchim
No Centro do Rio, camelôs já vendem máscaras de proteção contra a gripe suína. No final da tarde desta quarta-feira, um ambulante instalado na esquina da R. do Ouvidor com Av. Rio Branco esgotou o estoque de 100 máscaras, vendidas a R$ 10.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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