Dia da caça

Acostumado a operar os mercados financeiros dos países periféricos, o J.P. Morgan Chase – uma espécie de pai ou, dependendo, da posição de comprados e vendidos, mãe do “risco país” – provou do próprio veneno. O Morgan, que, em 2005 desembolsou US$ 2 bilhões para encerrar seu envolvimento na rumorosa falência da Enron, foi rebaixado pela corretora Piper Jaffray de “acima da média” para “performance de mercado”. A Piper Jaffray alegou que “os serviços financeiros” do Morgan “podem enfrentar desaceleração este ano, especialmente nos negócios na bolsa e nas contas de clientes”. Com isso, derrubou as ações do banco, ajudando a puxar a queda de 0,73% do Dow Jones. Os vendido em Morgan agradeceram.

Amnésia pefelista
Ao prever que, caso se confirme a possibilidade de o presidente Lula sequer chegar ao segundo turno, o país pode assistir a uma segunda versão do que classificou de “corrida maluca” de 1989 – quando a ausência de um nome forte do Planalto estimulou a proliferação de candidatos – o PFL cuspiu para o alto. Segundo o site do partido, que cita entrevista do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, naquele ano, “o oportunista Collor, sem programa ou história, se elegeu presidente usando apenas a marca de fantasia “Caçador de Marajás””. Para os desmemoriados, Bornhausen, mesmo depois de chamado por Collor de “o homem da mala”, integrou o ministério collorido no ocaso daquela fugaz aventura.

Múltipla escolha
Qual a característica marcante do governo Lula? Rompimento radical com FMI? Realização da reforma agrária, bandeira do PT? Adoção de um novo modelo político de governo, em que não se aceita qualquer aliança com partidos de oposição, a não ser que seja para aprovar projetos de interesse da maioria trabalhadora? Ou “A manutenção da política econômica ortodoxa do seu antecessor, com a adoção de medidas conservadoras como a fixação de altas taxas de juros reais, com o objetivo de conter a inflação”?
Quem prestou prova para o concurso para técnico do Banco Central acertou se respondeu a última opção. Nem tão difícil assim, mas Lula, que se gaba de não seguir mais o que manda o FMI, teria errado.

Poder
Uma mudança no Regimento Interno da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, que garanta à Comissão de Defesa do Consumidor legitimidade para recorrer à Justiça através de ações civis públicas será votada após o recesso parlamentar, em fevereiro. O projeto, de autoria da presidente da comissão, deputada Cidinha Campos (PDT), dá respaldo legal para ações judiciais – que já são realizadas, mas em alguns casos não são aceitas por juízes – em defesa dos consumidores que ligam para o Disque Defesa do Consumidor (0800 2827060) ou vão até a sala da comissão, na Alerj.

Balanço
A Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj realizou 11.363 atendimentos em 2005 (5.735 no Ônibus do Consumidor, que visita todo o estado; 2.745 através do 0800; 2.506 na sede da comissão; e 377 que chegaram por outros meios). Foram solucionadas 7.424 reclamações; encaminhadas a outros órgãos 1.573; 780 consumidores receberam orientações; e 823 reclamações continuam aguardando resposta.

Valerioduto
Movimentações bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no Valerioduto somam mais de 16 milhões, informou o sub-relator da CPI dos Correios, deputado Gustavo Fruet (PSDB/ PR), que considera pouco provável que seja totalmente apurada a circulação do dinheiro. Mesmo assim, boa parte da origem dos recursos já foi identificada. Sobre a movimentação de Marcos Valério, Fruet revelou que já foi feita uma auditoria do período de 2000 a 2005, praticamente fechando a relação dos que receberam o dinheiro, através de saques ou através do repasse. “Mas é muito difícil que se feche toda a conexão com relação à origem do dinheiro, em especial, lembrando que o dinheiro não sai carimbado”, explicou.

Ozires
O empresário Ozires Silva será o primeiro homenageado do ano do Happy Hour Empresarial, realizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB Rio). O evento será nessa segunda-feira, no Restaurante Panorâmico (R. da Assembléia, 10 / 42 andar – Centro – Rio de Janeiro), a partir de 18h30.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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