O Dia das Mães deve levar cerca de 127 milhões de consumidores às compras este ano, consolidando-se como a segunda data mais importante para o varejo nacional. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas a expectativa é que 78% dos consumidores adquiram ao menos um presente, movimentando R$ 37,91 bilhões nos setores de comércio e serviços.
As principais presenteadas serão as mães (74%), seguido da mulher (19%) e sogra (15%). O levantamento aponta que os consumidores pretendem gastar em média R$ 294 com as compras, sendo maior o valor entre os homens (R$ 339); e a média de 1,68 presentes.
Entre aqueles que pretendem comprar presentes, o motivo é movido por gratidão ao carinho e esforço dedicado (43%), enquanto 27% consideram um gesto simbólico importante e 24% têm o costume de presentear as pessoas que gostam.
De acordo com os entrevistados, 66% destacam que acham que os preços estão mais caros esse ano; apenas 5% mais baratos. Em relação à intenção de gastos, 39% gastarão mais que em 2025 (puxados por 57% que querem presentes melhores e 45% que disseram que os produtos que querem comprar estão mais caros), enquanto 19% gastarão menos, motivados por necessidade de economizar (39%), crise financeira (36%) e dívidas (33%).
A pesquisa revela que no Dia das Mães deste ano, os produtos campeões de venda devem ser moda (vestuário/calçados/acessórios) (53%), seguido por produtos de beleza (perfumes/cosméticos) (50%), chocolates e flores: 24% cada e experiências (restaurantes/spa/viagens) (19%). A pesquisa aponta que 37% dos consumidores estariam dispostos a presentear com itens usados em ótimo estado, mas a resistência de 58% (que exigem itens novos) ainda protegem o varejo tradicional. Dentro desse grupo, para 24% independente da categoria ou estado do produto, o presente precisa ser algo novo e 22% fazem questão de um produto novo e lacrado.
Em relação à substituição do presente por dinheiro/Pix, 47% veem o dinheiro como preferência das mães (principalmente dos consumidores da Geração Z). Destes, 26% querem liberdade total de uso, enquanto 20% usariam para necessidades básicas (contas/supermercado). Porém, 54% ainda priorizam o simbolismo da data, acreditando que a mãe não abre mão da emoção de receber um presente físico.
A jornada de compra é híbrida e antecipada. A pesquisa de preço domina o digital, mas a conversão ainda é massiva no físico. De acordo com o levantamento, 79% pretendem comprar em lojas físicas, com predominância nos Shopping Centers (29%) e Populares (21%).
Já 47% dos consumidores optam pelo online, com destaque para os aplicativos (75%), sites (60%) e Instagram (25%). Os principais canais digitais de compras serão os varejistas internacionais (55%), sites especializados em cosméticos e perfumes (40%), seguidos pelos sites de lojas de departamento (35%).
Presentes sobem até 20,9% no Rio
Os preços de produtos e serviços frequentemente associados ao Dia das Mães apresentaram comportamento heterogêneo nos últimos 12 meses, com altas expressivas em algumas categorias e queda em outras.
Levantamento da Universidade Veiga de Almeida (UVA), com base no IPCA de março divulgado pelo IBGE, mostra que itens tradicionalmente buscados como presente registraram variações que vão de -9,68% a 20,95% no Rio de Janeiro no acumulado em 12 meses. No mesmo período, o índice geral foi de 4,14% no Brasil.
Entre as principais altas, o destaque ficou com joias e bijuterias, que avançaram 20,95% no Rio, bem acima da inflação média.
Também registraram alta relevante os sapatos femininos, com variação de 8,46%, e o subgrupo de calçados e acessórios, que subiu 4,49% em 12 meses. Já o item roupa feminina apresentou alta mais moderada, de 1,14%, abaixo do índice geral.
Por outro lado, alguns subitens apresentaram queda no período. É o caso de bolsas, com recuo de 2,50%, e de perfumes, que ficaram praticamente estáveis (-0,11%).
Entre os bens duráveis, a queda foi mais acentuada. O subgrupo de eletrodomésticos e equipamentos registrou deflação de 9,68% em 12 meses, enquanto aparelhos telefônicos recuaram 3,75%.
Já no setor de serviços, o comportamento também foi misto. Cinema, teatro e concertos tiveram alta de 4,71%, em linha com a inflação geral, refletindo a recomposição de preços após o período de pandemia e a retomada da demanda por lazer. Por outro lado, o custo de pacotes turísticos caiu 2,64% no período, influenciado por promoções e ajustes de preços após picos anteriores.

















