Dia das Mães: média de preços em SP sobe abaixo da inflação geral

Dentre os produtos, joias tiveram variação mais alta e ar-condicionado lidera quedas

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Shopping center (foto: Valter Campanato, ABr)
Shopping center (foto: Valter Campanato, ABr)

De acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), os produtos tradicionais para a data registraram uma alta média acumulada de 2,89% em 12 meses. O percentual ficou abaixo da inflação geral do país (4,37%) e também menor do que o observado no mesmo período do ano passado, quando a variação registrada foi de 4%.

O levantamento foi realizado a partir dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Fecomércio-SP selecionou uma cesta de 38 itens que tradicionalmente são procurados nesta época do ano. De acordo com a análise da entidade, o comportamento dos preços dessa lista é relativamente equilibrado, com variação abaixo da inflação geral.

Dentre os produtos, as joias se destacam com a variação mais alta da cesta de 2026, com aumento de 26,81% – após já terem registrado alta expressiva de 32,54% entre 2024 e 2025. Esse encarecimento se deve à valorização do ouro no mercado internacional, estimulada por incertezas geopolíticas e tensões comerciais. A prata e as bijuterias seguiram a mesma tendência de alta; embora esta última seja mais acessível, o aumento de 10,48% também é relevante.

Os consumidores que pretendem presentear com flores naturais devem pagar, em média, quase 12% a mais do que no mesmo período do ano passado. Outros itens que também apresentam variações acima da inflação média da cesta são os produtos para cabelo (9,74%) e os livros não didáticos (6,74%).

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Aqueles que gostariam de presentear com itens de vestuário e calçados também deverão desembolsar mais, embora as variações tenham sido mais moderadas. As sandálias (6,25%) registraram a maior alta, seguidas por blusas (3,47%) e vestidos (2,22%), que apresentaram aumentos intermediários. Nesse segmento, a menor variação foi observada nas saias (1,7%).

Por outro lado, os eletrodomésticos e eletrônicos contribuíram para reduzir a média da cesta, graças à valorização do real frente ao dólar. Esse movimento diminui os custos da importação tanto de insumos quanto de produtos finais, permitindo preços mais baixos ao consumidor. É o caso do ar-condicionado, que lidera as quedas, com recuo de 12,17%, seguido por refrigeradores (-8,16%), ventiladores (-7,24%) e fogões (-6,48%).

Em nota, a entidade “enfatiza que a cesta reflete uma média, e não um comportamento uniforme de preços. Por isso, é importante realizar pesquisa prévia, comparar condições de pagamento e manter atenção ao orçamento doméstico a fim de evitar desequilíbrios financeiros.”

Intenção de compras cresceu em um ano no Rio

Já levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, realizado no dia 24 e entre 27 e 29 de abril, com 887 consumidores da Região Metropolitana do Rio, aponta aumento na intenção de consumo para o Dia das Mães, a segunda data mais importante do comércio, em relação ao ano passado.

Em 2026, 67,3% dos entrevistados pretendem presentear, acima dos 66,1% registrados em 2025. Por outro lado, houve redução no percentual dos que não devem comprar presentes, que caiu de 31,2% para 27,6%. Já o grupo de indecisos cresceu de 2,8% para 5,1%, indicando um cenário de consumo ligeiramente mais aquecido, mas ainda com espaço para definição de parte dos consumidores.

Para os que vão presentear, os perfumes e cosméticos são os preferidos para 23,1%, seguido das roupas, com 16,9%, e calçados, bolsas ou acessórios, com 12,8%. De acordo com a pesquisa, 23,4% ainda não sabem o que vão comprar.

O gasto médio também supera 2025. Em 2026, ele está estimado em R$ 154, contra R$ 152 do ano passado. A estimativa de movimentação financeira também é superior. Em 2025, ficou em R$ 366 milhões. Esse ano, está estimada em R$ 375 milhões.

As lojas físicas continuam sendo as preferidas de 66,7% dos consumidores consultados, enquanto 21,4% disseram que pretendem comprar em lojas virtuais/online. De acordo com a sondagem, 8,1% afirmaram que devem comprar em ambas.

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