Dia de Martin Luther King Jr

Brasileiros assumem a Black Friday ou o Halloween, mas não saltam além deste sarrafo.

Quem responde pela destruição da Floresta Amazônica, no presente e ante as futuras gerações? Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento, do Imazon, as principais causas do desmatamento são a desordem fundiária, a omissão da fiscalização e a invasão de terras públicas da União, sem uso.

 

A destruição em números

No período compreendido entre janeiro e novembro de 2021, a Amazônia Legal teve subtraídos 10.222 km² de floresta, o equivalente a sete vezes o tamanho de São Paulo, a maior cidade do país.

Considerando apenas as taxas de desmatamento nos meses de novembro dos últimos dez anos, foram 480 km² desmatados na região, em 2021, a segunda pior para o mês no decênio, contra a pior taxa já registrada, em 2020, com 484 km².

28% do desmatamento de 13 mil km² na Amazônia decorrem da invasão de terras públicas, enquanto 54% do desmatamento mensal está concentrada em uma categoria classificada pelo Imazon como “áreas privadas ou terras públicas sob diversos estágios de posse”, como terras públicas inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e imóveis privados cadastrados no Incra.

Dos nove estados brasileiros que constituem a Amazônia Legal, três concentram o desmatamento, Pará, Mato Grosso e Rondônia, perfazendo 80% do total. O Pará se mantém na liderança há sete meses consecutivos, registrando, em novembro de 2021, 290 km² de extermínio.

 

Há um ano

Há um ano, a enfermeira Mônica Calazans tornou-se a primeira brasileira a ser vacinada contra o coronavírus. Um ano se passou e, segundo depoimento de amigos e parentes, a enfermeira não virou jacaré. Já do outro lado do balcão, como apareceram crocodilos…

 

Dia de Martin Luther King Jr

No último dia 17 de janeiro, os EUA reverenciaram a memória de Martin Luther King Jr, mais recente feriado nacional instituído no país, para ser lembrado toda terceira segunda-feira de janeiro.

Herói nacional, com armas insuperáveis na defesa da dignidade humana, independentemente da condição social, cor da pele ou viés político. Dele, todos se lembram por uma oração em forma de poesia, sobre um sonho.

Pena que, daqui, brasileiros assumem a “Black Friday” ou o “Halloween”, mas não saltam além deste sarrafo.

Paulo Márcio de Mello
Servidor público professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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