Dia de realizações

Mercados do mundo começaram o dia de ontem com mau comportamento, mas foram ganhando tração e terminaram com boas altas.

Opinião do Analista / 10:32 - 27 de mar de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Ontem, os mercados de risco espalhados pelo mundo começaram o dia com mau comportamento, mas foram ganhando tração e terminaram com boas altas. Na Bovespa, valorização de 3,67% e o mercado americano ainda mais forte com o Dow Jones com +6,38% e Nasdaq com +5,60%. Aqui, na sessão do dia 24, os estrangeiros alocaram recursos (somente a segunda vez nesse mês de março), mas a saída líquida de recursos da Bovespa em 2020 está em 60,6 bilhões, muito mais que tudo que saiu em 2019 todo, que foi de R$ 44,5 bilhões. Mas todas as principais Bolsas de Valores do mundo emplacaram o terceiro pregão seguido de recuperação.

Hoje, mercados da Ásia ainda operaram em alta reverberando o mercado americano. Ontem, Tóquio com +3,88%, mas as Bolsas da Europa operam com quedas e até acelerando perdas nesse início de manhã, e os futuros do mercado americano na mesma toada. Aqui, a tendência é acompanhar o comportamento externo de queda, mas seria importante ganharmos o patamar de 83 mil pontos do Ibovespa para dar mais consistência ao processo de recuperação.

Ontem, o presidente Donald Trump falou que o país precisa voltar ao trabalho e disse que falará em datas. Porém, ontem os EUA ultrapassaram a China em número de casos assumindo a liderança da pandemia do Covid-19. Trump e Xi Jinping também conversaram por telefone e a China anunciou o fechamento temporário de suas fronteiras aos estrangeiros. Ainda na China, o lucro industrial do bimestre encolheu 38,3%

Já na Índia, o banco central optou por reduzir a taxa básica de juros para 4,40%, vindo de 5,15%. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em Nova Iorque mostrava alta de 0,58% (oscilando entre positivo e negativo), com o barril cotado a US$ 22,73. O euro era transacionado em queda para US$ 1,10 e notes americano com juros em 0,76%. O ouro e a prata mostravam quedas na Comex e commodities agrícolas com tendência de alta na Bolsa de Chicago.

No Brasil, ontem a Câmara aprovou auxílio para trabalhadores informais de R$ 600 enquanto dure os efeitos da crise. As medidas em que pesem corretas, são ainda insuficientes, demoram a sair do papel e serem votadas no Congresso. A FGV anunciou que a confiança da industrial encolheu em março 3,9 pontos, para 97,3 pontos

Ontem, em live o presidente Bolsonaro voltou a minimizar o Covid-19, e disse que o ministério da Saúde estuda o isolamento vertical e que o país precisa voltar a trabalhar e produzir. Disse também que o presidente é ele, numa referência às declarações do vice Mourão sobre quarentena. Já o governador de São Paulo João Dória, manteve a quarentena e até ampliou, em função do aumento de casos graves. O Brasil teve mais 20 mortes e os casos estão em 2.915.

A Caixa Econômica liberou mais R$ 33 bilhões em recursos, perfazendo R$11 bilhões, com esse adicional com foco em capital de giro, Santas Casas e agricultura. No mercado, a expectativa é de Bovespa em queda seguindo exterior, dólar mais forte e juros em alta.

Nos EUA, teremos alguns indicadores importantes sendo anunciados que podem mexer com os mercados de lá.

.

Alvaro Bandeira

Economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor