Dia dos Pais deve movimentar R$ 18 bi no varejo

Por Covid-19, intenção de compras cai em comparação ao ano passado; maioria fará compras virtuais.

Conjuntura / 12:38 - 31 de jul de 2020

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Embora os efeitos da crise causada pela Covid-19 ainda estejam impactando negativamente na renda da população e no cenário de desemprego elevado, 58% dos brasileiros pretendem presentear no Dia dos Pais este ano, o que significa que 91,2 milhões de consumidores devem ir às compras. É o que aponta pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com a Offer Wise.

Apesar de queda de 9 p.p. nas intenções de compra em comparação ao ano passado, a data deve movimentar R$ 17,9 bilhões na economia. E apesar da boa notícia para o setor, a pesquisa mostra que o consumidor brasileiro está cauteloso na hora de ir às compras. A maioria dos entrevistados garante que espera gastar o mesmo valor que o último ano com os presentes (37%), enquanto o percentual daqueles que esperam gastar mais passou de 26% na pesquisa de 2019 para 18% na pesquisa deste ano, uma queda de 8 pontos percentuais.

Por outro lado, a fatia dos que pretendem gastar menos saltou de 21% para 34%. Os motivos mais citados para a redução dos gastos são o fato de querer economizar (45%), estar com o orçamento apertado (39%), as incertezas com relação ao cenário econômico (34%) e ter tido redução na renda (30%).

O fechamento de boa parte do comércio em todo o país, somado à insegurança de grande parte da população em retornar às lojas físicas levaram a um aumento das compras pela internet e também no número de empresas que abriram canais virtuais de venda e atendimento ao consumidor.

De acordo com a pesquisa, 39% dos consumidores realizará suas compras pela internet, enquanto 24% afirmam que farão em shopping centers e 16% em lojas de departamento. Entre os que pretendem realizar compras pela internet, 79% farão via sites, 58% em aplicativos e 19% no Instagram. 79% pretendem pesquisar preços antes de fazer as compras, seja pela internet (78%) ou em lojas físicas (65%).

Os presentes mais procurados por quem vai presentear serão as roupas (48%), os perfumes/cosméticos (33%), calçados (28%) e os acessórios (26%). A maior parte dos entrevistados afirma que pretende fazer as compras na primeira semana de agosto (52%). Por outro lado, 24% pretendiam ir às compras ainda no mês de julho e 8% deixarão para a última hora e comprarão o presente no fim de semana do Dia dos Pais. Em média, os consumidores pretendem gastar R$ 196 ao todo. 79% pretendem pagar o presente à vista, principalmente no dinheiro (46%) e no cartão de débito (28%).

Quando perguntados sobre quais são os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra dos presentes, a maior parte dos consumidores (47%) menciona o preço como fator determinante, seguido das promoções e descontos (37%), da qualidade dos produtos oferecidos (35%) e do frete grátis (28%).

Outra pesquisa, feita pela Social Miner, mostra que 57,6% pretendem celebrar o Dia dos Pais, e 21,5% ainda estão na dúvida sobre comemorar ou não. "Uma curiosidade é que, dentre os respondentes das classes A e B 66,5% pretendem celebrar a cada, contra apenas 55,8% dos respondentes das classes C, D e E". Entre os respondentes, apenas 35,9% moram com os pais, e 64,1% não. Devido ao coronavírus, e em alguns casos pela dificuldade de acesso, 23,7% devem fazer uma chamada de vídeo no dia 9 de agosto, 20,7% estão dispostos a visitar os pais - número mais elevado que no Dia das Mães, quando apenas 13,4% pretendiam vê-las pessoalmente -, e entre aqueles que não pretendem celebrar a data, 8,8% ainda não querem arriscar um encontro com a família, mesmo com a flexibilização do isolamento.

Quando o assunto é intenção de compra, as expectativas para essa importante data comercial são as melhores possíveis, especialmente para os comércios eletrônicos. 47,8% dos consumidores engajados com a data disseram que vão adquirir presentes através de canais digitais - sendo 30,1% em comércios eletrônicos, e 17,7% nas redes sociais da marca (Instagram, Facebook e, especialmente, Whatsapp). Porém, 32,6% afirmaram que podem desistir da compra se os prazos de entrega forem ruins. A falta de ofertas, tanto em relação ao frete quanto aos produtos, também está entre os motivos de desengajamento.

Ainda segundo o estudo, 48,2% dos potenciais compradores busca por ofertas nos próprios sites das lojas, 39,6% via sites de busca (como Google e Bing), 29,8% através de comparadores de preços, e 27,8% dos casos pelas redes sociais. Vale destacarmos também os aplicativos como canal de pesquisa em ascensão. No guia de consumo pós-covid19 eles já sinalizavam ser fonte de busca de ofertas para 38,7% dos consumidores.

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