Dia dos Pais: mesmo com reabertura, vendas são maiores pela internet

Segundo levantamento, 64% dos brasileiros devem presentear, apesar da crise sanitária e econômica; cartão de crédito é o pagamento mais usado.

As restrições de funcionamento de lojas nas cidades brasileiras estão cada vez mais flexíveis. Em capitais como São Paulo e Belo Horizonte, o comércio já pode funcionar durante quase 24 horas, incluindo domingos. Apesar disso, as vendas para o Dia dos Pais acontecem majoritariamente pela internet. É o que mostra pesquisa feita pela Bare International em julho, que identificou que 64% dos consumidores pretendem presentear os pais, enquanto 36% responderam que não, sendo que 40% dos entrevistados que já compraram ou pretendem comprar presentes apontaram o comércio eletrônico como canal de compra. Outros 33% afirmaram intenção de comprar presencialmente, enquanto 25% ainda não decidiram.

Tanto o levantamento feito em 2020 como o de 2021 perguntou aos entrevistados quanto a chegada da Covid-19 impactou seus hábitos de consumo. Em uma escala de 0 (quase nada) a 10 (muito), 74,13% dos consultados deram nota acima de 7, indicando que houve uma forte mudança em 2020. Deste total, 14,51% deram nota 10. Já no levantamento deste ano, o percentual de respostas entre 7 e 10 caiu para 65,75%, sendo 11,44% com nota 10. Tal cenário indica um meio termo, visto que houve queda no impacto à medida que as lojas foram reabrindo.

“Na pesquisa específica do Dia dos Pais deste ano, chamou atenção o meio de pagamento indicado pela maioria: 64% dos entrevistados afirmaram que vão utilizar o cartão de crédito, que é a forma mais comum quando se trata de vendas na internet, já que, presencialmente, os lojistas costumam oferecer condições melhores para quem paga em dinheiro. Até pouco tempo atrás, sempre foi dito por muitos consumidores sobre o receio em fornecer esse tipo de dado em sites e aplicativos, por causa de fraudes”, observa a diretora de Contas da Bare Brasil, Kamilla Melo.

Ainda de acordo com o levantamento, 20% dos entrevistados afirmaram que vão utilizar cartão de débito, enquanto 6% preferem o tradicional dinheiro em espécie. Aplicativos de pagamentos (4%) e o Pix (2%), apesar da praticidade, ainda são os menos utilizados.

Outro dado chama a atenção, mas entre quem decidiu não comprar presentes neste ano. A maioria (60%) alegou motivos variados não especificados pela pesquisa, como falta de contato com o pai, perda da cultura de consumo e doutrina religiosa. Já outros 25% alegaram desemprego e dificuldades financeiras, o que pode ser visto também como um impacto da pandemia na economia. Porém, quanto às restrições de contato em virtude da doença, apenas 11% disse que não irá presentear os pais por causa do isolamento.

O levantamento também identificou 5% de consumidores que preferem enviar dinheiro. Entre os tipos de presentes escolhidos, destacam-se: roupas (42%), perfumes (13%), acessórios (11%) e eletrônicos (9%). Já a faixa de preço mais escolhida é de entre R$ 50 e R$ 100, com 44%. Outros 30% afirmaram gastar entre R$ 100 e R$ 200, enquanto 16% vão comprar presentes de até R$ 50. Apenas 10% pretende gastar acima de R$ 200.

Já pesquisa realizada em junho pelo Google com 800 entrevistados sobre as intenções de compra para o Dia dos Pais, 32% dos brasileiros pretendem comprar presentes para celebrar. Outros 21% ainda não decidiram se irão presentear ou não – uma oportunidade para empresas apresentarem opções de lembrança. Ainda de acordo com o levantamento, 63% devem fazer a compra de forma digital.

Em meio ao impacto da pandemia, 26% dos entrevistados devem comemorar a data de uma forma diferente do que gostariam e 19% vão comprar mais virtual do que esperavam. Essa tendência de comprar mais pela internet reflete na jornada de consumo e 16% dos entrevistados afirmaram que vão planejar e pesquisar melhor as compras do que em anos anteriores.

Com a antecipação maior na pesquisa e compra por presentes, as buscas por “Dia dos Pais” crescem nas semanas antes da data. Até o dia 23 de julho, as buscas já registravam crescimento de 7% em relação a 2020. Antes do Dia das Mães, por exemplo, o interesse na Busca mais que dobrou 10 dias antes da data, acumulando crescimento de 43% comparado a 2020.

Para 82% dos entrevistados, é difícil escolher o presente de Dia dos Pais. Neste ano, a maioria dos entrevistados (43%) afirma que vai escolher uma roupa ou sapato, 23% deles estão planejando dar um perfume e para 22% a escolha será um eletrônico. Segundo a pesquisa, 47% pretendem celebrar a data com um almoço ou jantar em casa e outros 16% devem ir a um restaurante. Além disso, 13% apontaram por uma experiência, como uma viagem ou uma massagem. Em 2020, as buscas que mais se destacaram para a data incluíram camisetas de times (80%), barbeadores elétricos (45%), carteiras (40%), gravatas (39%) e chuteiras (32%). Para esse ano, presentes de até R$ 200 são os mais procurados por metade dos compradores e os consumidores que já compraram o presente com antecedência gastaram em média mais com o presente do que quem ainda vai comprar.

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