Durante o Dia dos Pais deste ano, comparado ao mesmo período de 2023, as suspeitas de fraude aumentaram 1.653%. Os dados são de levantamento da área de combate à fraude do Asaas e foi realizada na base de dados dos mais de 160 mil clientes da instituição e analisou mais de 64 mil suspeitas e destacou os setores de alimentos e bebidas, software, eletrônicos e informática como os mais afetados.
Este ano, foram registradas mais de 64 mil suspeitas, frente a pouco mais de 3 mil em 2023. Apesar desse aumento significativo, as fraudes comprovadas diminuíram 61%, passando de mais de 48 mil para aproximadamente 19 mil ocorrências, evidenciando a eficácia das medidas de segurança aprimoradas pela empresa.
O levantamento também revelou que, embora o Pix continue sendo o meio mais associado a suspeitas de fraude, o cartão de crédito emergiu como o líder em fraudes confirmadas, com um crescimento de 562% nas ocorrências. Em 2023, o Pix dominava com 70% das fraudes comprovadas, seguido pelo boleto e cartão. Este ano, o Pix foi implicado em 64% das suspeitas e 26% das fraudes confirmadas, enquanto o boleto ficou com 8% dos incidentes confirmados.
Entre as contas envolvidas, 76% das suspeitas de fraude foram em contas jurídicas, com ticket médio elevado. No entanto, 24% das tentativas foram associadas a contas físicas, indicando o uso de contas pessoais como “contas laranjas” por criminosos.
Os setores mais impactados são o de software, que inclui aplicativos, ferramentas, utilitários e jogos, com mais de 12 mil suspeitas, seguido por alimentos e bebidas, com mais de 9 mil suspeitas. Das suspeitas, mais de 12 mil fraudes em software foram confirmadas. Em seguida, estão o setor de serviços, com 685 fraudes,, e vestuário e calçados, com 552 fraudes confirmadas.
Apenas no primeiro semestre de 2024, o Brasil registrou 1 milhão de tentativas de fraude, totalizando R$ 1,2 bilhão em perdas, segundo um estudo da ClearSale.
E de acordo com a Serasa, só em 12 meses, 58% das empresas relataram maior atenção ao problema da fraude. O aumento é ainda mais acentuado entre os grandes negócios, com 68% deles demonstrando aflição nesse sentido. A questão está logo atrás de “conquistar mais clientes” como o principal objetivo dos executivos para 2024.
Segundo o levantamento, a prioridade dos investimentos em proteção subiu do quinto lugar, em 2023, para o terceiro, em 2024. Os maiores medos incluem vazamento de dados dos consumidores (49%), perdas financeiras (48%) e divulgação de informações próprias (39%).
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