Dia Dos Pais: varejo ainda não deu sinais de reação

Para Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio, 'a reação vai demorar, pois o consumidor está sem dinheiro'.

Rio de Janeiro / 22:25 - 6 de ago de 2020

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No próximo domingo é Dia dos Pais e o comércio carioca não está otimista e espera o pior desempenho das vendas de sua história para a data, de acordo com CDLRio e o SindilojasRio, que juntos representam mais de 30 mil lojistas.

De acordo com o presidente das duas entidades, Aldo Gonçalves, o comércio varejista carioca ainda não deu sinais de reação após a reabertura de suas atividades no Rio, no último dia 27 de junho. “Diante desse cenário de incertezas causadas pela pandemia de Covid 19, as expectativas em relação ao movimento de vendas que a data pode alavancar são pessimistas, apesar do empenho do comércio em oferecer toda sorte de promoções, descontos e facilidades, além da necessária segurança sanitária para que o consumidor vá às compras. E os motivos de tamanho pessimismo são óbvios”.

Na opinião do presidente do CDLRio e do SindilojasRio, essa reação ainda vai demorar, pois o consumidor está sem dinheiro. “No rastro dos estragos causados a vida das pessoas, a pandemia vem provocando também uma devastação na economia, fechando empresas e aumentando a cada dia o desemprego. Nesse cenário desolador, a retração do consumo segue como principal tendência”.

“E as empresas de menor porte, principalmente as micro e pequenas, estão cada vez mais acuadas, equilibrando-se no fio da navalha para pagarem suas despesas, não demitirem seus funcionários e manterem-se de portas abertas, enquanto buscam por um socorro que ainda não chegou”, conclui.

O presidente do CDLRio e do SindilojasRio, estima que o preço médio dos presentes por pessoa deve ficar entre R$ 80 e R$100 e que a maioria dos clientes, a exemplo de datas anteriores, deverão utilizar o cartão de crédito parcelado como forma de pagamento, seguido de cheque pré-datado, da venda a prazo (crediário), cartão de débito e cartão da própria loja e à vista (em dinheiro).

Ele citou ainda dois outros problemas que, ao lado da pandemia, continuam prejudicando bastante o comércio, especialmente o de rua: o crescente desemprego, a violência e a camelotagem, que cresceu muito nos dois últimos anos.

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