Dia em São Paulo foi de greve no Metrô

Categoria está sem reajuste há dois anos. E não querem cortes de direitos.

Os metroviários de São Paulo entraram em greve. A decisão foi tomada em assembleia online realizada na noite desta terça-feira. Com isso, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelho e 15-Prata começaram o dia desta quarta-feira com as estações fechadas. Outras estações, que operam transferências para linhas não afetadas por essas negociações estão funcionando. A linha 1 tem a estação Luz aberta só para transferência para a 4. Mas na linha 2, a estação Chácara Klabin, com transferência para a linha 5-Lilás, ainda permanece fechada. A estação Consolação da linha 2 está aberta para acesso à linha 4. A linha 3 está fechada no Brás, na integração com a CPTM, e aberta na estação República, para a linha 4.

Segundo nota no site do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a categoria está trabalhando sem parar desde o início da pandemia de coronavírus. De acordo com o sindicato, 25 trabalhadores já morreram e cerca de 700 casos de Covid-19 já foram confirmados. “O Metrô está funcionando graças à dedicação de seus funcionários, que estão expostos diariamente ao coronavírus, mas mantêm a qualidade do serviço prestado à população”, diz a nota.

O governo não mandou representantes para a audiência de conciliação que seria realizada na tarde desta terça-feira pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e, na assembleia, os metroviários rejeitaram a proposta do Metrô, que previa reajuste abaixo da inflação e apenas em janeiro do próximo ano.

Na 2ª Audiência de Conciliação, realizada na segunda-feira (17), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a empresa recusou a proposta apresentada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e apresentou proposta em que manteve a diminuição de direitos. O MPT apresentou uma sugestão para a conciliação. Mesmo insuficiente, pois implica em redução temporária do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o Metrô não aceitou e manteve a postura de ataque permanentemente ao ACT.

Os metroviários reivindicam reajuste com base na inflação, pagamento da Participação dos Resultados dos últimos dois anos e a garantia dos direitos da categoria. O Ministério Público do Trabalho (MPT) formulou uma proposta alternativa. Entre outros itens, previa reajuste de 9,7% em três parcelas: maio deste ano e janeiro e maio de 2022. O Metrô rejeitou essa proposta.

De acordo com representantes dos trabalhadores, em plena pandemia, o governador João Doria (PSDB) quer cortar direitos dos metroviários, reduzindo seus salários, que já estão congelados há dois anos.

Da redação com informações da CUT e RBA

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