Didi Mocó, Mussum, Zacharias e Dedé

Contorcionismo que fazem os homens da saúde do Governo Federal lembra ‘Os Trapalhões’.

Já faz tempo, mas lembro-me bem do riso antecipado dos filhos, ainda crianças, acomodando-se em frente à TV, quando ouviam os primeiros acordes do prefixo musical do humorístico Os Trapalhões.

Confesso que o tempo parece ter parado lá atrás, e chego a ouvir o prefixo musical que introduzia em cena Didi Mocó, Mussum, Zacharias e Dedé quando vejo o contorcionismo que fazem os homens da saúde do Governo Federal no nosso país, para parecerem sérios e não conseguem ser nada além de trágicos.

 

Nota oficial da White Martins

“Em virtude da escalada sem precedentes da pandemia de Covid-19 no Estado do Amazonas e da situação de calamidade pública em Manaus, a White Martins tem mobilizado todos os esforços para suprir a demanda exponencial de oxigênio, que já aumentou cinco vezes nos últimos 15 dias, alcançando um volume de 70 mil metros cúbicos por dia.”

“Esse consumo equivale a quase o triplo da capacidade nominal de produção da unidade local da White Martins em Manaus (25 mil m³/dia) e segue crescendo fora de controle e qualquer previsibilidade. Para se ter uma ideia, durante a primeira onda da pandemia, entre abril e maio de 2020, o consumo alcançou um pico de volume de 30 mil metros cúbicos por dia. Anteriormente à pandemia, esta planta operava com 50% de sua capacidade, e isso era suficiente para atender todos os clientes dos segmentos medicinal e industrial que somavam um consumo na ordem de 10 a 15 mil m³ por dia – e direcionou toda a produção de oxigênio da unidade para o segmento medicinal.”

 

Desafio logístico

Segue a nota da White Martins: “Por se tratar de uma pandemia global e que afeta todo o país, o cenário logístico na região – que por si só já é extremamente desafiador por não contar com acesso terrestre – fica ainda mais complexo. Por isso, a empresa vem implementando uma grande operação por vias fluvial e aérea, em cooperação com as autoridades governamentais e as Forças Armadas, para trazer oxigênio de fábricas localizadas em outros estados.”

“Logo no início de janeiro de 2021, a companhia deslocou para esta operação 23 carretas criogênicas e quatro isotanques de sete estados diferentes, que permitiram o incremento do volume médio de 22 mil metros cúbicos por dia. A companhia também já viabilizou o envio de 500 cilindros com suporte da FAB, o que representou um acréscimo de volume de 5.000 metros cúbicos. A empresa reforçou ainda o monitoramento do consumo dos hospitais da região e otimizou ao máximo as rotas de entrega para abastecimento dos tanques que armazenam o produto. Além disso, já colocou à disposição das autoridades o envio de 32 tanques criogênicos móveis que neste momento estão em São Paulo e aguardando nova mobilização para serem transportados para Manaus.”

 

Venezuela

“A White Martins já identificou a disponibilidade de oxigênio em suas operações na Venezuela e neste momento está atuando para viabilizar a importação do produto para a região.”

 

Queimadas

E antes que se repita uma vez mais o argumento esquizo persecutório de que a França de Macron juntou-se aos estados do Sul dos EUA, em uma trama para envenenar a produção agropecuária do Brasil, e que ainda seríamos os maiorais em preservação, repetem-se aqui, com o apoio da Agência Câmara de Notícias, até o final de setembro de 2020, as informações trazidas pelo Coordenador-substituto do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer, que afirmou ter havido aumento de 195% no número de queimadas detectadas no Pantanal comparado com o mesmo período 2019.

“O aumento é de quase 200%, levando em conta que em 2019 já teve aumento de mais de 320% em relação a 2018”, afirmou. “Em 2020 o número de focos já ultrapassou qualquer outro ano que tínhamos registrado na série histórica, desde 1998”, comparou.

Ele acrescentou que, até final de agosto, 12% da área do Pantanal já havia queimado. Número que, segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ, que usa as imagens dos satélites, subiu para 23% até 27 de setembro. Os dados foram apresentados na comissão externa que acompanha o enfrentamento de queimadas no Brasil.

 

O general que não vê fogo

O coordenador Alberto Setzer alertou que há setores que tentam desacreditar os dados do Inpe. Segundo ele, os dados são de uso técnico, aproveitados, por exemplo, por universidades e secretarias do Meio Ambiente, e não devem ser politizados. Diante de questionamento de internautas, Setzer acrescentou que não há falsas detecções de queimadas, como de rochas.

O próprio vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse que sobrevoou em Rondônia uma área de terra indígena apontada na leitura de um satélite como foco persistente de fogo, mas que o local não tinha incêndio e se tratava de uma rocha.

 

Menos mi mi mi

Esta edição da coluna Empresa-Cidadã é dedicada aos verdadeiros heróis do Brasil, na pessoa da enfermeira Mônica Calazans, linha de frente na luta contra o novo corona vírus, primeira pessoa a receber a imunização frente a Covid-19.

Leia mais:

O melhor negócio do mundo

O inferno brasileiro e as vacinas

Paulo Márcio de Mello
Servidor público professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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