Diesel sobe mais de 15% nas bombas após última alta anunciada

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Bomba de combustíveis com diesel
Bomba de diesel (Foto: divulgação)

De acordo com o mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente à primeira quinzena de março, após alta de 25% no preço do litro do diesel, anunciada no último dia 10 de março, o preço médio do combustível disparou mais de 15% quando comparado aos primeiros dias do mês. No início da quinzena, o diesel comum vinha sendo comercializado, em média, a R$ 6,043. Logo após o aumento, o combustível passou a ser distribuído nas bombas a R$ 6,977, acréscimo de 15,5%. Já o diesel S-10 passou de R$ 6,120 para R$ 7,039, o que representa uma alta de 15%.

Seguindo o mesmo cenário do mês anterior, nenhuma região do País apresentou recuo no preço do diesel comum, bem como para o tipo S-10. Nos primeiros dias de março, os postos de abastecimento da Região Nordeste registraram aumento de 4,46% e 4,19%, para os combustíveis, com valores chegando a R$ 6,136 e R$ 6,194, respectivamente – as maiores altas dentro do território nacional. Após alta do dia 10 de março, os combustíveis na região ficaram ainda mais caros, com acréscimos de 14,4% e 13,9% respectivamente.

No balanço nacional, a Região Norte registrou as maiores médias, tanto para o tipo comum, quanto para o tipo S-10, comercializados a R$ 6,182 e R$ 6,296, respectivamente. Após a alta, os combustíveis foram encontrados a R$ 7,120 e R$ 7,223, acréscimos 15,2% e de 14,7% respectivamente. Já os preços médios mais baixos foram registrados nos postos de abastecimento do Sul, a R$ 5,708 e R$ 5,713. O cenário pós aumento no preço dos combustíveis na região resultou em um aumento de 16,4% para o diesel comum (R$ 6,645); e de 17,4% para o tipo S-10 (R$ 6,705).

Na análise por estado em relação ao acumulado da primeira quinzena do mês, as bombas baianas apresentaram as médias mais altas para o diesel comum e o diesel S-10. O maior aumento para os combustíveis em relação ao fechamento de fevereiro também foi encontrado na Bahia – 12,76% e 13,13%, respectivamente. O tipo comum passou de R$ 5,955 para R$ 6,715. Já as médias do tipo S-10 foram de R$ 6,054 para R$ 6,849.

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O cenário inverso foi registrado nos postos gaúchos e catarinenses, onde os dois tipos foram encontrados pelos preços médios mais baratos. O primeiro foi comercializado a R$ 5,670 no Rio Grande do Sul e o segundo em Santa Catarina, a R$ 5,690. Roraima apresentou as maiores baixas no valor dos dois tipos de diesel. O tipo comum teve redução de 1,42% e passou de R$ 6,337 para R$ 6,247. Já o valor do S-10, recuou 0,38% e passou de R$ 6,321 para R$ 6,297.

A Petrobras divulgou hoje nota à imprensa em que defende o reajuste de preços de combustíveis de acordo com o mercado internacional de petróleo. A empresa informou que esse movimento é necessário para evitar riscos de desabastecimento.

De acordo com a petrolífera, ajustes de preços são importantes para que o mercado brasileiro continue sendo suprido por distribuidores, importadores e produtores.

A Petrobras informou que os reajustes anunciados no dia 10 de março, que incluíram aumentos de 18% na gasolina e de 24,9% no óleo diesel, foram uma resposta à disparada dos preços internacionais, resultante do conflito na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Segundo a nota, a Petrobras só fez o reajuste no dia 11 de março, ou seja, duas semanas depois. Ainda assim, a empresa diz que os aumentos só refletiam parte da elevação dos preços internacionais do petróleo, “que foram fortemente impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia”. A empresa destacou ainda que “tem sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e mantém monitoramento diário do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços”.

 

Com informações da Agência Brasil

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