Digas-me quanto gastas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um sistema – Informação de Contas Durante a Campanha (ICDC) -para informar ao eleitor, antes do pleito e a qualquer momento, sobre financiamento e gastos de campanha eleitoral de candidatos e comitês financeiros. As informações são fornecidas voluntariamente pelo próprio candidato ou pelo comitê, ou ainda por doadores ou fornecedores de materiais e serviços. A falsidade das informações sujeita os infratores às penalidades do art. 348 e seguintes do Código Eleitoral.
Pois bem: até ontem, às 18h, apenas cinco – isso mesmo, um, dois, três, quatro, cinco – entre os quase 370 mil candidatos em todo país enviaram seus números para o TSE (que faz a divulgação no site www.tse.gov.br). Como a prestação de contas obrigatória é feita depois da eleição, fica a impressão de que muitos que pedem voto aos eleitores não gostariam de ver revelados seus gastos e financiadores. Ou talvez, como Fernando Collor de Mello, tais candidatos desconheçam quem financia suas campanhas.

Respeito
Vale registrar os nomes dos candidatos “transparentes”, sendo apenas dois postulantes ao cargo de prefeito: Carlos Roberto Casteglione Dias (PT), de Cachoeiro de Itapemirim (ES), que enumera despesas de cerca de R$ 84 mil, e Wilson Alves de Brito Filho (PP), de Prado (BA), que até agora gastou R$ 4 mil. Os candidatos a vereador são Manoel Jobson de Souza Santos (PMDB), Tobias Barreto (SE), com despesas de R$ 175; Sergio Antonio di Luca (Prona), Rio de Janeiro (RJ), com gastos de R$ 4,2 mil; e Benedito Furtado de Andrade (PSB), Santos (SP), com cerca de R$ 22 mil de despesas.
É preciso ressaltar que alguns candidatos, como Luiza Erundina (PSB-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) colocaram suas contas à disposição nos respectivos sites, na Internet.

Intercâmbio
O ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural de Angola, Gilberto Buta Lutucuta, visita amanhã a Embrapa Solos (centro de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa), localizada na cidade do Rio de Janeiro. Lutucuta tratará de acordos entre Brasil e Angola na área de produção, comercialização e utilização de fertilizantes, envolvendo também a Petrobras. O ministro angolano encontra hoje seu colega brasileiro, Roberto Rodrigues.

Cartão vermelho
Sem resultados expressivos como treinador desde que deixou os gramados, o ex-zagueiro Mauro Galvão acaba de marcar um gol de placa no campo do Judiciário. Terça-feira, a 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve a penhora a favor do ex-jogador de R$ 200 mil mensais da cota que a TV Globo paga ao Grêmio. O pagamento, que se estende até novembro, é para abater o débito de R$ 763.103,20 a que o clube gaúcho foi condenado pela Justiça trabalhista a indenizar Galvão, que deixou o Grêmio em setembro de 2002.

Desligando
Esta semana, um cliente da Telemar recorreu ao javanês falado pelos operadores de telemarketing para recusar a oferta da empresa para adquirir uma segunda linha telefônica. Depois de ouvir a funcionária praticar três minutos de gerudinês – “Estaremos oferecendo, estaremos enviando… etcando” – o cliente respondeu: “Não estarei aceitando, porque não gostaria de estar pagando mais uma assinatura por mês e estar gastando mais quase US$ 13 dólares por mês.” A moça ficou, digamos, pasmando e, sem poder estar respondendo, acabou desligando.

Às claras
A Caixa Econômica Federal acaba de escrever uma nova página da teoria econômica mundial. O superintendente Nacional de Serviços Bancários da instituição, Roberto Derzie, justificou que o aumento de tarifas – de até 33% – tem como objetivo realinhar os preços com os da concorrência. “Estas tarifas estavam muito abaixo do mercado”, afirmou Derzie. Economistas conceituados e pós-graduados sempre acharam que a concorrência servia para reduzir preços.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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