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quinta-feira, janeiro 21, 2021

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O senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), ministro de Minas e Energia que comandou o apagão no governo FH, disse no Rio que na briga entre a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, e Antônio Palocci, da Fazenda, o ex-prefeito de Ribeirão Preto deve sair enfraquecido. “Endosso tudo o que a ministra diz. Ela deve ter respaldo, enquanto Palocci tem sofrido desgaste muito grande. Sempre aparece algum assessor dele ligado ao caso Celso Daniel”, ponderou.

O show de Bernardo
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deve estar viajando muito para Comandatuba, a Ilha da Fantasia dos neoliberais tupiniquins. É o que se deduz da sua declaração de que o país vive “um momento excepcional”, produzida no mesmo dia em que o IBGE confirmou que a indústria, em queda livre, ameaça reduzir o crescimento do produto interno bruto (PIB) deste ano a 3% e olhe lá. No mundo mágico em que circula Bernardo, excepcional se reduz a “inflação baixa e balança comercial excelente”. Com essas lentes róseas, é natural o ministro enxergar o país crescendo, desde que se ressalve que, para os comandatubenses, crescimento é um negócio que não deve passar de 3% para não atrapalhar a meta de inflação definida pela bola de cristal dos babalorixás da nomenclatura.
Bernardo não se satisfaz em que essa restrição imposta ao não-comandatubenses se esgote ao fim do governo que integra. Tomado por sonhos autocráticos, quer impor metas fiscais para além de uma década. Em outras palavras, se depender de Bernardo, caso os excluídos dos convescotes no paraíso baiano resolvam, num ato de ingratidão, despejarem os atuais inquilinos do Planalto, a política econômica que os levou a essa rebelião continuará em vigor por pelo menos mais uma década.

Farra dos juros
Preocupada com as despesas do governo, a Federação das Indústrias do Rio (Firjan) lembra que não é mais possível que a geração de superávits primários positivos se dê com base em aumento da carga tributária e compressão de investimentos públicos, “que atingiram o fundo do poço no ano passado (0,4% do PIB)”. E acrescenta: “Para garantir o crescimento de médio e longo prazo, o país não poderá se furtar de enfrentar a revisão da composição dos gastos públicos não financeiros”. Tratando-se de uma entidade ligada à produção, é de estranhar que deixe fora do controle os gastos financeiros, justamente os que inviabilizam o Estado brasileiro.

Em inglês
O coordenador do Centro de Insuficiência Cardíaca do Hospital Pró-Cardíaco, Marcelo Montera, faz palestra nos Estados Unidos, neste sábado, sobre como diagnosticar e tratar a miocardite.

Na pressão
O BNDES joga na Secretaria do Tesouro Nacional a culpa por não liberar verba para o metrô do Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, haverá nova reunião entre representantes do banco e da STN, para discutir especificamente o caso, “quando os obstáculos para aprovação do novo contrato poderão enfim ser superados”, nas palavras do banco. Nesta quinta, o chefe de Gabinete da Presidência do BNDES, Elvio Gaspar, teve que receber uma comissão que cobrava explicações. À frente dos manifestantes, Clarissa Matheus, filha do casal Garotinho.

Febre de consumo
Perecíveis e bebidas não-alcoólicas foram os setores que registraram o melhor desempenho de vendas no país, com crescimento de 9,7% e 7,2%, respectivamente, revela pesquisa divulgada pela Associação ECR Brasil em parceria com a ACNielsen. De oito cestas de produtos comercializadas, todas apresentaram aumento de vendas no período de janeiro a agosto deste ano, em comparação com igual período de 2004. Em terceiro lugar veio mercearia salgada (7%), seguida por mercearia doce (4,2%), limpeza (6,1%), higiene pessoal (5,3%) e outras (2,5%).

Choque
Um presidente de estatal federal está no paredão.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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