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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Direção

Luiz Inácio Lula da Silva bateu firme no presidente FH, que afirmara que o movimento de ontem era dos “sem-rumo”. Segundo Lula, na lógica do governo “quem tem rumo é o Nacional e o Econômico, que tiraram o rumo dos cofres públicos com os recursos do Proer. Quem tem rumo é o Salvatore Cacciola, que teve um rumo tão certo que veio ao Banco Central e conseguiu levar R$ 1,5 bilhão para seu banco. Rumo quem tem é o FMI, que vai diretamente ao Ministério da Fazenda e Palácio do Planalto e diz: “Coma na mão do FMI”. Quem tem rumo são os gringos que compraram estatais às custas do dinheiro do BNDES, os grandes fazendeiros que emprestaram recursos do Banco do Brasil e não pagaram, e os deputados que receberam 200 mil para aprovar a reeleição do Fernando Henrique.”

Sofisticação
Da nota da CNBB distribuída sobre a Marcha dos 100 Mil: “Descobrem-se novas formas de corrupção, com mecanismos cada vez mas sofisticados, decorrentes de uma perigosa promiscuidade entre o público e o privado. As denúncias se multiplicam, mas poucas vezes levam à punição dos autores de grandes desvios de recursos públicos. Tudo isso corrói a credibilidade das instituições políticas. Constata-se que a privatização de empresas estatais, embora às vezes justificável, afetou o patrimônio nacional, não trouxe os benefícios sociais anunciados nem conseguiu estancar o crescimento da dívida pública.”

AntiCristo
Do presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, no ato de ontem, em Brasília: “Esse governo vai derreter-se como pedra de gelo ao sol do meio-dia”.  Para ele, o presidente da República “atropelou a Constituição, tramou, conspirou para obter o segundo mandato”. “Se Cristo viesse ao Brasil hoje, e visse o que estão fazendo, com certeza expulsaria os vendilhões do templo”, criticou.

Sonegação
Os telespectadores foram solenemente ignorados – para não dizer desconsiderados – pelos canais abertos de televisão, que lhes sonegava informações sobre a Marcha dos 100 Mil. Milhares de pessoas na rua contra FH não mereceram uma edição extra, nenhum flash, nada. Nos noticiários de início de tarde o assunto foi superficialmente abordado pelas emissoras.

Cara pálida ou Pajelança
A impopularidade de FH já chegou às aldeias índigenas. Representantes da nações truká, xukuru, karajá e terena, entre outras, participaram da marcha.. Segundo José de Santa, liderança xukuru de Ororubá, os índios vieram “engrossar as fileiras que estão marchando contra o presidente Fernando Henrique e o FMI”.

Promessa
Antônio Agostinho dos Santos, de Santa Catarina, carregou uma cruz de madeira durante o protesto contra FH. Segundo Agostinho, ele está pagando uma promessa e já passou por várias cidades brasileiras. Ele entrou em greve de fome ontem, que, segundo ele, vai durar até 6 de setembro, dia de seu aniversário, quando espera que o presidente FH renuncie. O pagador de promessas ficará na Torre de TV enquanto durar a greve de fome.

Nefelibata
A voz rouca das ruas já ameaça despertar o tucanato da longa noite de alienação.

Explosivo
O jornalista Mino Carta, diretor da revista Carta Capital, advertiu que se a política econômica do ministro Pedro Malan não for mudada já, “corremos risco de convulsão social e o governo perderá o comando, com conseqüências impresíveis”. A advertência foi feita em entrevista ao programa do jornalista Giba Um que vai ao ar hoje pela Rede Mulher.

Tudo bem
Afinal, é alienação ou cinismo?

Crises
O economista Affonso Celso Pastore disse ontem, em São Paulo, que a instabilidade na taxa de câmbio acontece devido às incertezas na Argentina e à desconfiança com relação à situação política do governo de Fernando Henrique Cardoso. Na Argentina, segundo ele, as exportações foram colocadas em cheque devido à queda dos preços das commodities. Com isso, acrescentou, criou-se uma pressão sobre a taxa de câmbio daquele país, o que coloca em dúvida a política de paridade com o dólar. Além disso, as eleições também provocam incertezas. Com relação ao cenário político brasileiro, Pastore diz que o presidente vem perdendo apoio político dos seus aliados devido à queda de sua popularidade.

Novo sotaque
São Paulo deixou de ser o maior produtor de café do país. A liderança agora é ocupada por Minas Gerais, que produz  1,6 trilhão de pés de café em 770 mil hectares.

Voadores
Depois que o presidente de Moçambique, Chissano, estabeleceu um grupo permanente de Voadores Yóguicos na capital, o país conseguiu diminuir os seus débitos externos até agora em 95%. Além disso, o índice de criminalidade está diminuindo e as safras estão indo bem. O país tem 0% de inflação e um crescimento econômico de 10% por ano. Quem revela a fórmula mágica é o Partido da Lei Natural. Moçambique não seria o único país beneficiado: na Nova Zelândia, desde que o país atingiu o nível de 1% de praticantes da meditação transcendental, os débitos externos foram eliminados e os débitos internos caíram consideravelmente.

Sucesso verde e amarelo
O professor João Evagelista Fiorini, da Universidade de Alfenas (Unifenas), em Minas Gerais, foi escolhido pelo Centro Biográfico Internacional de Cambridge, da Inglaterra, como um dos 2 mil cientistas vivos mais importantes do século XX. Fiorini é chefe do laboratório de Biologia e Fisiologia de Microorganismos da Unifenas.

Cata milho
Luiz Inácio Lula da Silva ironizou a tentativa do governo e da imprensa “chapa branca” de tentar minimizar a dimensão do protesto contra a política econômica: “Os jornais poderiam colocar catracas na entrada da cidade para contar o povo que chega”, sugeriu.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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