Dirigismo invisível

Apenas 3% dos produtores abocanham com 50% dos recursos com incentivo público destinados a projetos culturais no país, sendo que a verba do Estado representa R$ 9 em cada R$ 10 utilizados na produção cultural brasileira. Os dados são do Ministério da Cultura, que está em cruzada para mudar a Lei Rouanet, e permitem entender porque uma parcela pequena, mas influente, de produtores e atores se revolta com o retorno do “dirigismo estatal”.

Holocausto da mídia
Longe de ser uma técnica neutra, a objetividade é um processo socialmente construído e, como tal, sujeito a reelaborações permanentes, que vão variar conforme os interesses dos diversos agentes envolvidos no processo de produção da notícia. Ao recorrer à objetividade, que a socióloga estadunidense Gaye Tuchman, por exemplo, considera parte de um ritual estratégico, jornalistas alegam que garantem uma cobertura equânime aos diversos aspectos de um fato. Para isso, recorrem, entre outros procedimentos do campo, a “ouvir os dois lados”, sustentando que assim está garantido o equilíbrio do noticiário.
No entanto, não raro, esse recurso serve, principalmente, para tentar legitimar processos extremamente assimétricos, apresentados como fruto de uma apuração isenta e objetiva. Como a sociedade não tem relações simétricas nem isentas de hegemonias, ao apresentar, por exemplo, os bombardeios de Israel a populações civis e o revide do Hamas com foguetes artesanais como ações equivalentes e dignas de espaços isonômicos, a mídia acaba por legitimar o massacre perpetrado pelo mais forte sobre o mais fraco. Torna-se, assim, cúmplice do holocausto imposto pelo Estado israelense ao povo palestino.
No entanto, como a produção de sentidos midiáticos em relação às “vítimas” israelenses limita-se às corridas para abrigos ultrafortificados, o contraste com as imagens de crianças palestinas assassinadas acabou por impor-se ao noticiário, que, porém, ainda insiste em culpar os “dois lados” pelo massacre praticado pelo mais forte deles.

Surdo e mudo
Quase sete em cada dez usuários (67%, para ser mais preciso) afirmam que os orelhões estão em mau estado de conservação e/ou com algum problema operacional. Os principais problemas apresentados pelos telefones públicos foram: não davam linha, fora de operação ou mudos (40%); e não completavam a ligação, engoliam os créditos (13%). Também foram criticados a ligação com chiado e o som baixo; 5% dos orelhões não tinham fone.
A pesquisa foi realizada no final do ano passado pelo Instituto Acerte para o Instituto Observatório Social de Telecomunicações (Iost), nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Alternativa
Do total de entrevistados, apenas 9% dispõem de celular pós-pago e 58% de linha residencial fixa; 9% não têm telefone e a grande maioria – 68% – usam celulares pré-pagos, os “pais-de-santo”, por apenas receberem ligações. São pessoas de baixa renda que, ao receber uma chamada de familiares ou conhecidos, não atendem e vão a um telefone público retornar a ligação.
Um problema que esses usuários enfrentam é a disparidade de valores cobrados pelos cartões: 87% disseram pagar valores superiores aos sugeridos oficialmente.

Pé na forma
A padronização das medidas das roupas chegou às meias, com a aprovação, ano passado, da norma NBR 15.525. Ela se junta à NBR 13.377, que regula os setores de vestuário masculino, feminino e infantil. As normas são fruto de campanha iniciada há 16 anos pela Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), para resolver o problema de falta de padronização nas medidas de roupas. Na próxima quinta, serão entregues os moldes oficiais e assinados acordos da indústria com os grandes magazines do país, com a adesão de indústrias do setor de meias responsáveis por cerca de 70% da produção nacional, como Lupo, Triffil, Penalty, De Millus, e 98% dos grandes magazines, entre os quais Carrefour, C&A, Marisa, Renner, Pão de Açúcar e Wall Mart.

Princesinha perfumada
A Praia de Copacabana vai ficar mais cheirosa, se depender dos esforços da Nova Cedae, companhia estatal de saneamento. Nesta terça-feira, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito da Capital, Eduardo Paes, e o presidente da companhia, Wagner Victer, vão assinar o contrato para início das obras de reforma e instalação de equipamentos para eliminação de odores da elevatória de esgotos de Parafuso, na Avenida Atlântica (Posto 5).

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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