Disney demitirá 28 mil funcionários

EUA têm aumento de casos de novo coronavírus em 27 estados; Covid-19 já matou mais de 207 mil pessoas no país.

Internacional / 12:54 - 1 de out de 2020

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Na terça-feira, a empresa Walt Disney anunciou que demitirá cerca de 28 mil funcionários, a maioria em seus parques temáticos, onde o comparecimento foi aniquilado pela pandemia - especialmente na Califórnia, onde a Disneylândia continua fechada; 21 estados relataram mais mortes em setembro do que em agosto, e os maiores aumentos percentuais aconteceram em Dakota do Norte, Dakota do Sul, Wisconsin e Wyoming.

Os EUA informaram 22.300 novas mortes em setembro, menos do que as 28.700 de agosto, o que eleva o total do país para mais de 207 mil.

O número de pacientes de Covid-19 hospitalizados caiu 15% em setembro na comparação com agosto, chegando a cerca de 30 mil no final do mês.

Califórnia e Texas tiveram o maior número de pacientes de Covid-19 hospitalizados, mais de 3 mil cada. No Vermont, um paciente de Covid-19 foi hospitalizado no final do mês. Os novos casos de Covid-19 aumentaram em 27 dos 50 estados norte-americanos em setembro na comparação com agosto, liderados por uma disparada de 111% no Wisconsin, de acordo com uma análise da agência de notícias Reuters

Illinois teve um aumento de 5% na comparação mês a mês, o menor dos 27 estados com casos em elevação. Os únicos estados do Meio-Oeste em que os casos diminuíram foram Ohio e Indiana.

Os EUA relataram 1,18 milhão de casos novos em setembro, contra 1,41 milhão em agosto. No todo, as ocorrências no país chegaram a 7,26 milhões, mais do que os 6,5 milhões do fim de agosto, uma alta de 19%.

Dos estados onde os números da doença caíram de um mês para outro, a Califórnia teve um declínio de 50%, o maior, seguida por Nevada com 49% e Flórida com 47%.

No dia 25 de setembro, a Flórida anunciou que estava suspendendo todas as restrições aos negócios, permitindo que bares e restaurantes operem com capacidade máxima.

Mas muitos negócios de todo o país continuam a adotar medidas de corte de custos devido à redução de lucro provocada pelas restrições da Covid-19, como a capacidade de atendimento limitada.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que é hora de os países começarem a gastar dinheiro de seus planos de recuperação da Covid-19 para ajudar a financiar o plano global de vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Até agora, o programa Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a Covid-19 (ACT) e seu esquema Covax receberam US$ 3 bilhões, mas precisam de mais 35 bilhões. A iniciativa pretende entregar 2 bilhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus até o fim do ano que vem, 245 milhões de tratamentos e 500 milhões de exames.

O secretário britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab - coanfitrião do encontro, ao lado de Guterres, da OMS e da África do Sul - exortou outros países a se unirem ao esforço global, dizendo que o Acelerador ACT é a melhor esperança de assumir o controle da pandemia.

O chefe da OMS, Tedros Adhanom, afirmoue que 167 países se filiaram ao Covax, o que representa 70% da população mundial, acrescentando que a lista está aumentando todos os dias". Ele lembrou que 1 milhão de pessoas perderam a vida para a Covid-19, mas que "o número real certamente é mais alto".

Guterres disse ainda que o programa precisa de injeção imediata de US$ 15 bilhões para "não perder a janela de oportunidade" para a compra e a produção antecipadas, compor estoques paralelamente ao licenciamento, intensificar as pesquisas e ajudar países a se prepararem. Ele lembrou que países desenvolvidos gastaram trilhões de dólares nos impactos socioeconômicos da crise, por isso "certamente podemos investir uma fração pequena disso para deter a disseminação da doença em toda parte".

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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