Disparada do dólar pode deixar mercado cauteloso

Mesmo com a queda da moeda americana, ela passou a operar entre as médias de preços de fechamento dos últimos 20 e 200 dias

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Dólar (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
Dólar (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

No Brasil, os principais destaques desta quarta-feira são o IPCA de junho e a agenda do Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados deve iniciar a votação do projeto de regulamentação da reforma tributária, enquanto o Senado vota o acordo para retomada gradual da reoneração sobre a folha de pagamento de 17 setores da economia. Além disso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode votar a PEC do marco temporal e a proposta que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central. Nos EUA, destaca-se o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, na Câmara dos Representantes, juntamente com discursos de três dirigentes do Fed ao longo do dia. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgará seu relatório mensal.

Na agenda interna, o resultado do IPCA de junho será crucial para orientar os mercados antes das votações no Congresso e do discurso de Powell. Espera-se uma desaceleração do índice de preços ao consumidor no Brasil, com uma alta de 4,34% em 12 meses. O mercado pode ficar cauteloso devido ao aumento dos combustíveis pela Petrobras e a disparada do dólar. O presidente Lula defendeu a redução do déficit público sem comprometer o investimento. O impasse na reforma tributária está relacionado ao lançamento das carnes no IVA. O governo propôs um aumento na CSLL para compensar a desoneração, mas a sugestão não foi bem atendida no Senado.

Os juros das treasuries de longo prazo caíram, enquanto os investidores aguardam o segundo dia de depoimento do presidente do Fed, Jerome Powell, e um leilão do Tesouro dos EUA. Os futuros de Nova Iorque operam com variações modestas, enquanto as Bolsas europeias ensaiam recuperação. O dólar cai levemente ante a libra, mas ganha terreno em relação ao iene. O petróleo voltou e subiu, após acumular perdas nas sessões anteriores. As Bolsas da Ásia fecharam erros, com novo recorde em Tóquio e perdas na China.

O contrato futuro de dólar fechou ontem em queda, porém com volume de negociação inferior se comparado à sessão anterior. Mesmo com a queda da moeda americana, ela passou a operar entre as médias de preços de fechamento dos últimos 20 e 200 dias.

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