Diário de Mercado

Opinião do Analista / 11:03 - 9 de nov de 2011

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Bolsas - Desta vez o descasamento foi desfavorável à bolsa brasileira e o Ibovespa apresentou uma leve perda de 0,3% e volume financeiro total negociado de R$ 5,3 bilhões. Na esteira da melhor precificação das bolsas na Europa e EUA com a possibilidade de ascensão de um novo líder político na "endividada" Itália, a aversão a risco global mostrou declínio e maior equilíbrio dos mercados internacionais monetário e de renda fixa. No Brasil, contribuiu para a queda dos juros futuros a divulgação do IGP-DI "benigno" de Outubro, o que deve turbinar ainda mais as apostas de afrouxamento monetário pelo BC. Merece especial atenção a divulgação de importantes dados econômicos chineses que podem influenciar as bolsas emergentes e desenvolvidas nesta quarta, 9 de novembro. Câmbio/juros - Após pisar em terreno positivo no começo do dia, o dólar à vista alinhou-se à queda da moeda dos EUA em relação a seus principais pares no mercado internacional. A volatilidade prevaleceu em meio às incertezas geradas pela crise política e de dívida da Itália e da Grécia. Na BM&F, o dólar à vista terminou com baixa de 0,57%, cotado a R$ 1,7397. O ambiente de incertezas no exterior somou-se a alguns dados favoráveis de inflação e aos dados ruins da indústria para jogar, novamente, as taxas projetadas pelos juros futuros para baixo. A curva a termo já precifica a Selic pouco abaixo de 10% no fim do primeiro semestre de 2012. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 cedeu a 10,12%, de 10,16% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 ficou em 10,33%, de 10,38% na véspera. Entre os longos, a queda das taxas foi, novamente, mas forte, refletindo o ambiente instável lá fora. O DI janeiro de 2017 caiu a 10,84%, de 10,93% ontem. Economia: IGP-DI perdeu força em outubro A inflação medida pelo IGP-DI perdeu força em outubro e ficou em 0,40%, após avançar 0,75% em setembro. A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado e abaixo da média das expectativas, de 0,42%. Com o resultado divulgado, o indicador acumula altas de 4,72% em 2011 e de 6,78% nos últimos 12 meses, até outubro. No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI, o IPA-DI subiu 0,48% neste mês, após avançar 0,94% no mês passado. O IPC-DI teve avanço de 0,26% contra taxa positiva de 0,50%, no período. O INCC-DI mostrou alta de 0,23% em comparação com o aumento de 0,14%, respectivamente. Marco Melo - head de Análise & Pesquisa & estrategista

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