Bolsas – Apesar do quadro desanimador no exterior, a Bovespa subiu durante todo o pregão em 09/01, fechando acima dos 59 mil pontos, com ajuda do bom desempenho de Petrobras e das construtoras. Os mercados globais seguem monitorando a situação na Zona do Euro. Apesar de acumular alta de 4,10% no mês, os investidores sabem que ainda não podem afirmar que o pior na Europa já passou. Os mercados seguem apreensivos até quinta e sexta-feira próximos, quando ocorrem importantes leilões de títulos europeus. O principal motivo de preocupação decorre do fato que nos últimos leilões a demanda foi muito fraca. Em 10/01, não é esperada a divulgação de indicadores relevantes tanto no Brasil quanto nos EUA.
Câmbio/juros – Com a divulgação da pesquisa Focus sem grandes alterações nas projeções dessa semana e a aceleração da inflação ao consumidor (IPC-Di e IPC-S), o mercado de juros futuros oscilou de forma comedida. Mesmo assim, as taxas mais curtas coladas ao ajuste indicaram que os investidores seguem acreditando que a Selic sofrerá mais dois cortes de 0,5 ponto percentual neste ano. Por outro lado, o leve avanço dos vencimentos mais longos mostrou que os agentes estão desconfortáveis com o atual nível de preços. Assim, ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2013 ficou em 10,04% de 10,07% na sexta feira, enquanto o DI janeiro de 2014 indicou 10,57% em
nível ao ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 subiu para 11,15% de 11,12% no ajuste.
Sem agenda relevante no mercado externo, o dólar no mercado doméstico fechou em queda, após acumular alta de 1,37% nas duas sessões anteriores. O recuo da moeda norte-americana no exterior e o fluxo cambial positivo no país pesaram na formação de preço. O dólar à vista fechou em baixa de 0,65%, cotado a R$ 1,8406.
Economia – Pesquisa Focus: estabilidade
O ultimo relatório Focus demonstrou relativa estabilidade nas principais projeções. O resultado do IPCA para 2011 veio em linha com as expectativas e no limite com o teto da meta, em 6,5%, o que não impulsionou novas revisões para 2012 e 2013. Houve certa estabilidade para o IPCA alcançando 5,31% para 2012 (contra 5,32% na semana passada), e permanecendo em 5,0% para 2013.
O dado de Produção Industrial, publicado na semana passada, veio em linha com as expectativas (0,3% ante 0,5% esperado), reforçando a idéia de recuperação do crescimento do PIB no ultimo trimestre de 2011. Assim, a expectativa do PIB para 2012 ficou estável em 3,30%, enquanto para 2013, o cenário global contribui para o menor crescimento esperado do PIB, em 4,20% (ante 4,25% na semana passada).
O consenso para a taxa de juros em 2012 permaneceu estável essa semana, com a possibilidade ainda de três cortes na taxa Selic (para 9,5%), enquanto que para 2013 as expectativas caíram para 10,25% (ante 10,38% da semana passada),
Finalmente, pela primeira vez desde outubro, o consenso para a taxa de cambio em 2012 foi alterada essa semana, embora o consenso ainda seja de que o Real vai apreciar um pouco em 2012. Para 2012, o consenso para 2012 é de R$ 1,77/US$1 (contra R$ 1,75/US$1 na semana passada) e para 2013 é de R$ 1,75/US$1.
Fonte: Banco Central, Ágora Corretora de Valores e Bradesco Corretora de Valores
José Francisco Cataldo Ferreira – estrategista















