Cyrela (CYRE3): revisão de metas, revisão de estimativas
A Cyrela anunciou a redução de suas metas de resultado (guidance) para 2012. Esta redução já havia sido comentada pelos gestores da companhia e era esperada pelo mercado. A meta de vendas foi cortada em aproximadamente 12%, para o intervalo de 6,9 a 8,0 bilhões de reais, ante a meta anterior entre R$ 8,0 e 8,9 bilhões. Esta redução não é necessariamente negativa, já que o mercado não estava precificando o crescimento de 30% sugerido pela meta anterior. A meta atual aponta crescimento de 15% na mediana, ritmo que consideramos adequado, pois permite o foco nos empreendimentos mais rentáveis e reduz riscos de execução de projetos.
Acreditamos que o setor de construção civil não tem muito a capturar com ganhos de escala, pois as construtoras não têm poder de barganha frente aos principais fornecedores de seus insumos, com os terrenos, aço, cimento e mão de obra (o desemprego está próximo às mínimas históricas, e o salário mínimo foi aumentado em 14% em janeiro). Nós preferimos focar nossa recomendação em empresas que possuem um fluxo de caixa positivo e são mais voltadas para geração de valor para o acionista.
A geração de fluxo de caixa positivo acima de seus pares de mercado (a Cyrela tem um FCF yield de 70% ante média de 52% das empresas sob nossa cobertura no setor) justifica o prêmio de múltiplos com o qual a empresa é negociada. Com os valores em mãos reajustamos nossos modelos, reduzindo nosso preço-alvo para a ação de R$ 27,60 para R$ 26,00 para dezembro de 2012.
Seguimos com recomendação de compra para as ações da Cyrela.
Fonte: Ágora Corretora de Valores e Bradesco Corretora de Valores
Luiz Otávio Broad















