A disparada dos preços dos combustíveis é resultado da política adotada pela Petrobras, que segue a paridade com o dólar e o preço internacional do barril de petróleo (PPI) desde o Governo Temer. A pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) Carla Ferreira explica a divisão de índices no valor final na bomba do posto de gasolina:
– Petrobras fica com 33%;
– ICMS, cobrado pelos estados, 28%;
– 17% vão para os produtores de etanol, adicionado à gasolina;
– 11,4% referem-se a impostos federais;
– 10,6% ficam com os distribuidores e a revenda.
Para não mexer na PPI, o Governo Bolsonaro voltou a estudar a proposta de utilizar os dividendos pagos pela Petrobras para subsidiar os preços dos combustíveis. Uma das ideias seria criar um fundo de estabilização dos preços.
A proposta, se pode aliviar os consumidores, representa indiretamente um subsídio aos acionistas privados da estatal. O governo abriria mão do seu quinhão nos dividendos para subsidiar os combustíveis. Ao manter os preços artificialmente altos, garante lucros extraordinários à Petrobras, que são repassados aos acionistas.
















