Divórcio

A frieza com que os brasileiros receberam, ontem, a seleção de futebol, em contraste com o clima de histeria criado pela mídia, enseja importantes lições sobre a relação entre leitores e donos dos meios de comunicação. Não se trata, obviamente, de apoio ao futebol neoliberal do time de Felipão. O que o episódio desnuda é o fosso abissal e que se vai ampliando entre a maneira como a opinião pública percebe os fatos e como estes são representados pela mídia. No caso, a relação do público com a seleção de Nike, Ricardo Teixeira et caserna está mais para indiferença e distanciamento do que para indignação – haja visto os baixos índices de audiência dos jogos e a escassa mobilização popular nas ruas.
Mais que tudo, o episódio serve de estudo de caso e sua experiência pode ser generalizada para as relações da mídia “chapa branca” com a política econômica e as ações de RP do governo. Depois tem dono de jornal, TV e rádio que não entende as baixas audiências.

Autista
Por que o presidente FH não culpou o Raio de Bauru (RDB), de novo? Além de RDB ser um suspeito reincidente e com vocação para bode expiatório, certamente deixaria os brasileiros com a impressão de que é FH não nos julga tão idiotas quanto mostram seus gestos e palavras. Apenas é pouco criativo e enfadonho como os relatórios produzidos por seus subordinados.

Figuração
A queda de mais um ministro do Desenvolvimento tem motivação simples e recorrente: um ministério digno daquele nome é incompatível com um governo que fez a opção preferencial e fervorosa pela recessão como principal instrumento para evitar a breca das contas externas do país.

Escorraçados
Com o ibope em queda livre e fugindo de manifestantes como o presidente FH foge de CPIs, os líderes do G-8 chegaram a cogitar, como local para a próxima reunião do grupo, o Himalaia ou o deserto do Saara. Optaram pelas Montanhas Rochosas, no Canadá. A estação espacial russa MIR foi descartada.

Rosa
Empresários citados pela coluna PRIMEIRA LINHA, na página aqui ao lado, temem que as coisas no país piorem com a saída de FH e eleição de um presidente da oposição. Provavelmente o temor é de que o real se desvalorize, o país patine em crescimento econômico pífio, falte energia elétrica e a seleção perca de Honduras, coisas inexistentes no país de FH.

Luz
A iluminação é responsável por 15% do consumo total de energia elétrica no Brasil. A informação é dos organizadores do VIII Encontro Nacional de Instalações Elétricas, que será realizado na próxima semana, no Pavilhão Verde do Expo Center Norte, em São Paulo. Profissionais da área de instalações estão sendo cada vez mais solicitados a fazer pequenas reformas ou alterações que permitam aos consumidores utilizar melhor a eletricidade. O encontro abordará em suas palestras e painéis a importância da conservação da energia e a criação de equipamentos mais eficientes e econômicos. Simultaneamente ocorrerá o 2º InfraBuild, que engloba outras instalações presentes na construção, como de voz, dados, imagem, segurança e automação.

Capuz
Comentário de um colaborador desta coluna, sobre a crise fabricada na polícia: “Os “especialistas” de plantão não cansam de bater na tecla da “desmilitarização” da polícia, desarmamento da população civil, proibição de fabricar e vender armas etc., além de procurar desmoralizar todas as instituições, sem exceção. Mas assim já é demais. Entrevistar “cidadãos” do tráfico, com capuz e tudo?! Desse jeito (sucateando a polícia, as Forças Armadas, a Justiça, o Congresso e o Estado brasileiro em geral), daqui a pouco só vão sobrar os bandidos armados no poder.”

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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