Djokovic: ausência de solidariedade social

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Novak Djokovic (foto de Bai Xuefei, Xinhua)
Novak Djokovic (foto de Bai Xuefei, Xinhua)

Novak Djokovic é considerado um dos grandes do tênis mundial na atualidade. Fora das quadras, não se pode afirmar esse protagonismo. Os fatos que envolveram a entrada do jogador na Austrália, para participar do Australian Open, mostraram que a conduta vencedora não se repete na sua vida cotidiana.

A solidariedade social é o amálgama que une os indivíduos na convivência social, impondo o respeito ao próximo. No caso brasileiro, a solidariedade faz parte do preâmbulo da Constituição Federal de 1988, informando a todos o viés democrático do nosso país.

Mesmo que não seja expressa, constitui princípio basilar de direito das nações democráticas. Como fundamento de comportamento, traz como consequência a prevalência do interesse público sobre o particular. O interesse, no caso, é o da preservação da saúde da população mundial como os meios disponíveis no momento para erradicar a pandemia.

É sabido que o jogador não foi vacinado contra a Covid-19. Ingenuidade ou arrogância decorrente da sua condição de campeão, o fato é que Djoko ficou retido na imigração pela ausência de passaporte vacinal e a questão rumou para discussão junto ao Poder Judiciário australiano. Ele acabou sendo deportado.

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O que teria movido o jogador e sua equipe a afrontarem as autoridades australianas? Independentemente da sua posição de vencedor de muitos “grand slams”, a meu juízo, restou manchada a sua imagem como cidadão. Nas quadras, suas jogadas são excepcionais. Fora delas, bola fora! Como cidadão do mundo deveria respeitar as regras básicas de convivência social.

 

Andrea Teichmann Vizzotto é advogada.

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