DNA

A divulgação da lista de aprovados para o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) é um estímulo para os adeptos das teorias do determinismo genético sobre a influências socioculturais. É o que se deduz da lista dos aprovados, entre os quais se encontram a filha do governador de Sergipe, João Alves (PFL); o pai da vice-governadora Marília Mandarino; o sobrinho do prefeito de Aracaju, Marcelo Deda (PT); além de parentes de primeiro grau de deputados e senadores. Incrédula, a seção sergipana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SE) contesta o resultado do concurso, que acusa de fraudes desde a clonagem de provas à contratação, por R$ 500 mil, sem licitação, da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Alagoas para aplicar a prova.

Sobre as cotas
Exemplar raro de político com preocupações acadêmicas, o ministro da Educação, Tarso Genro, deveria se debruçar sobre um fenômeno ao alcance da sua pasta antes de estender ao conjunto do ensino público e privado a política de cotas para negros e/ou carentes. Embora poucos se dêem conta do fenômeno, a política de cotas para o ensino superior já existe, ainda que sob outra roupagem, sendo praticada em larga escala nas universidades privadas. Trata-se das cota$ financeiras. Por elas, todo aquel(a), branco, negro, pardo, que possa arcar com os preços das mensalidades e se dispunha ao ritual simbólico de um vestibular pró-forma terá automaticamente garantido seu acesso ao ensino superior.

Atalhos
Os resultados dessa forma de acesso podem ser encontrados Brasil afora, sob a omissão do MEC nos últimos dez anos. Embora os critérios se diferenciem dos sugeridos por Genro para suas cotas, permitem ao bom observador que é o ministro se deter sobre os resultados proporcionados pela substituição do papel da universidade como um dos principais lugares formadores do pensamento nacional por um centro de produção de estatísticas e lucros. Como lição, vale reafirmar que, na educação, não existem atalhos capazes de produzir milagres que substituam investimentos efetivos nos diferentes níveis de ensino. O resto é maquiagem.

Dois gigantes
Antecedendo a visita que o presidente Lula fará à China, no início de maio, o BNDES vai realizar, na próxima segunda-feira, o Seminário Brasil-China no Século XXI. Vão participar os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e de Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, o presidente do BNDES, Carlos Lessa, e o embaixador da China no Brasil, Jiang Yuande. Entre os palestrantes estarão Eugênio Staub, da Gradiente, Gabriel Stoliar, da CVRD, Severino Bezerra Cabral Filho, da ESG, o deputado federal Renildo Calheiros e os vice-presidentes da Câmara Comercial de Têxteis da China, Jiang Zhe, e da Companhia de MinMetais, Zhou Zhongshu. Começará às 9h30, no auditório do BNDES (Av. República do Chile, 100, Subsolo 1).

Não-letal
O Governo do Estado do Rio de Janeiro adota equipamentos não-letais – como spray de pimenta, bala de borracha e gás lacrimogêneo – para vencer a guerra contra os bandidos. Segundo o secretário de Segurança, Anthony Garotinho, “a idéia é que os policiais apertem o spray em vez de apertar o gatilho”, poupando vidas de civis e de agentes, e diminuindo o impacto da violência na sociedade. Enquanto isso, a polícia carioca descobriu arsenal de traficantes com 161 granadas, 30 mil balas, além de oito minas terrestres.

Teatro do Oprimido
Oficina de Teatro, baseada no Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, é a nova atividade que o Espaço Conviver do Hospital-Dia da Clínica de psiquiatria Saint Roman, em Santa Teresa (RJ), está oferecendo como parte do tratamento. Os especialistas dão a possibilidade dos pacientes representarem uma história ou poesia de uma forma lúdica e descompromissada. Nesta oficina de expressão são trabalhados aspectos como caminhar, jogos interativos, formas de entretenimento e relaxamento corporal.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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