Doce abacaxi

O deputado estadual fluminense Edmilson Valentim (PCdoB) disse ontem que a decisão da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), de recorrer ao STJ para impedir a vigência do novo salário mínimo de R$ 220,00 “faz parte do jogo democrático”. Quem não concordar com o novo piso, segundo ele, tem todo o direito de recorrer à Justiça. “O presidente Fernando Henrique Cardoso, por meio de uma lei federal, autorizou os estados a decidirem sobre o novo salário mínimo. Na visão de FH, este assunto é um grande abacaxi e a frente política progressista do Rio transformou esse abacaxi numa deliciosa fruta para os trabalhadores. Antes da Alerj votar o novo piso, o assunto foi amplamente discutido com empresários e trabalhadores”.

Comércio em Copacabana
Acontece hoje, no Sesc de Copacabana, reunião com dirigentes de várias entidades ligadas ao comércio. Em pauta, a elaboração da programação do 17º Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais Patronais do Comércio, que se realizará em junho de 2001, em Blumenau, Santa Catarina. O evento contará com as presenças dos presidentes dos sindicatos dos lojistas de Recife, Blumenau, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. Em maio último, em Recife, foi realizado o 16º Encontro Nacional, que contou a participação de cerca de 700 dirigentes sindicais.

Jogo democrático
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota de protesto contra a atitude do vice-presidente de futebol do Clube de Regatas Vasco da Gama, Eurico Miranda, que proibiu o acesso de jornalistas ao Estádio São Januário, no Rio de Janeiro, e entrevistas com os jogadores. “A proibição fere o livre exercício da profissão de jornalista, atinge a liberdade de imprensa, constitucionalmente assegurada, e prejudica o direito à informação, eis que os assuntos do Clube de Regatas Vasco da Gama são de interesse público.” Não é a primeira vez que um dirigente do Vasco da Gama prejudica o trabalho da imprensa, segundo a ANJ. Em abril de 1997, o presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama, Antônio Soares Calçada, também proibiu o acesso de jornalistas ao Estádio São Januário.

Pernas para o ar
Até que as investigações apontem outra orientação, o hacker preso ontem, no Rio, tem álibi imbatível para fugir de maiores complicações com a Justiça por enviar mensagens eletrônicas se fazendo passar pelo presidente FH. Com base na agenda presidencial, poderá alegar que, a exemplo do copiado, apenas preencheu o tempo ocioso.

Aleluia
O feriado evangélico, ontem, em Brasília, revelou que a adesão a essa corrente religiosa é mais maciça do que deixam antever os números do IBGE. No Banco Central, por exemplo, raras foram as repartições que funcionaram. Deviam estar todos no culto.

Promessa é dívida
O governador Anthony Garotinho vai ser agraciado, hoje de manhã, no Palácio Guanabara, com prêmio pouco lisonjeiro: o Troféu Pinóquio. Responsável pela entrega do troféu, a Câmara do Cidadão pelo Rio Transplante Oferecido acusa o governador de, por três vezes, prometer, sem cumprir, realizar campanhas publicitárias para incentivar a doação de órgãos para transplantes. Para completar o clima, os manifestantes vão se vestir de palhaço.

Igualdade
O governador Anthony Garotinho cedeu à pressão da categoria e, antes de viajar para os Estados Unidos, enviou projeto de lei à Assembléia Legislativa reestruturando a carreira de defensor público e garantindo – se o projeto for aprovado –  a equiparação salarial dos defensores com os procuradores do Ministério Público. “Este é um compromisso de campanha que estou realizando. Não faz sentido um profissional ganhar um valor para acusar e outro receber um salário diferente para defender. Todos são funcionários do estado e devem ter seus salários equilibrados”.

Social
Censo realizado junto a 84% dos associados do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) mostra que o volume de recursos privados investidos na área social no Brasil cresceu 34,7% entre 1997 e 2000. Apenas entre os membros da organização, o desembolso em programas e projetos de interesse público deve fechar este ano em mais de R$ 590 milhões. Tamanha evolução levou o Gife a transferir sua sede para um espaço maior, em São Paulo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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