Dois mundos

As pautas econômicas da mídia nunca estiveram tão distantes da realidade dos empresários. O que se vê em jornais e televisões são a necessidade de “marcos regulatórios” e pedidos de respeito aos contratos e regras estáveis. Pesquisa feita pela Firjan com industriais do Rio de Janeiro mostra que os principais assuntos a serem abordados pelo governo numa agenda microeconômica seriam impostos (75% das escolhas), seguido por spread bancário e custo do capital (36%) e burocracia (34%). Ambiente regulatório vem em antepenúltimo lugar, com apenas 14% das opções.

Impostos
A pesquisa de expectativa da Firjan mostra também que os impostos são o pior problema para enfrentar a concorrência (70% de escolhas). Encargos sociais (46%), custo elevado de insumos (40%), concorrência desleal (36%) e custos financeiros (34%) vêm em seguida. Os industriais do Rio se mostraram confiantes no que fazem: só 1% apontou a qualidade do produto como fator inibidor da concorrência.

Otimismo
Aumento da capacidade produtiva, desenvolvimento de novos produtos e modernização tecnológica são as áreas que serão beneficiadas por investimentos. Apesar do discurso politicamente correto sobre a importância dos “colaboradores” na empresa, investimento em recurso humanos ficou em penúltimo lugar, à frente apenas de racionalização administrativa. Dos industriais pesquisados, 66% disseram que vão fazer novos investimentos.

Pérola
Da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), líder do partido, explicando sua posição favorável à utilização de embriões na pesquisa de células-tronco: “Vida é o período compreendido entre o nascimento e a morte do ser vivente”.

Um ano em meio
O IRB-Brasil Re deve fechar o semestre com lucro superior ao de todo o exercício de 2003, ou seja, ganhará em seis meses o que não ganhou em todo o ano passado. É bom lembrar que até maio a resseguradora registrou lucro acumulado no ano de R$ 380 milhões.

Corretor
No novo Código Civil, a corretagem de imóveis ganhou um capítulo inteiro. Isso motivou uma nova edição do Manual Jurídico do Corretor de Imóveis (www.manualdocorretor.com.br), que inclui até um capítulo sobre Direito Ambiental. O advogado Cláudio Heine explica que o novo código trouxe o contrato de corretagem para o mundo jurídico do Código Civil, dando direitos e cobrando obrigações do profissional. “O livro tem aplicação no direito imobiliário de uma forma geral, servindo tanto para profissionais quanto para estudantes”, finaliza Heine.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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