Dois pesos

Um dos únicos parlamentares do PT a votarem por um aumento real para o salário mínimo, o deputado federal Francisco Praciano (PT-AM), que apoiou o mínimo de R$ 560, defendido pelas centrais sindicais, afirmou não temer punições do partido: “Eu me sinto até constrangido de não votar pelo mínimo de R$ 560 com o aumento de salário que tive agora”, disse.

Quem paga
Ninguém vai querer comparar o Maracanã com o Marrentão (o estádio de futebol Romário de Souza Faria, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense). Mas a reforma que começará a ser feita no Marrentão deixa ainda a certeza de que as obras no (ex) maior estádio do mundo estão fora da realidade. Na Baixada, as arquibancadas serão praticamente duplicadas (para 12 mil torcedores). As obras incluem ainda a melhoria de vestiários, das instalações para cursos e do gramado, e estão orçadas em R$ 3,7 milhões.
Já o Maracanã passa pela sua terceira reforma em oito anos. Vão ser gastos pelo menos R$ 720 milhões para adequar o estádio à Copa do Mundo. O gasto será muito maior, já que o TCU considera o orçamento para a reforma uma “peça de ficção”. O número de torcedores deve ser reduzido em 10 mil, para 76 mil espectadores.
A diferença entre as obras no Marrentão e no Maracanã, porém, podem estar no fato de que a segunda, apesar de tocada pelo estado, será bancada pela Petrobras – ou seja, o controle é outro.

Cinco por um
A reforma do Maracanã para o Pan de 2007 custou cerca de R$ 240 milhões. A promessa, na época, era que o estádio já estaria preparado para uma futura Copa ou Olimpíada. Para comparar, as obras para a Copa do Mundo da Alemanha no moderno estádio de Leipzig saíram por R$ 244 milhões. O de Seogwipo, erguido na Coréia para o Mundial de 2002, custou R$ 203 milhões.

Interesse alemão
Com a presença do secretário de Estado do Ministério da Economia de Baden-Württemberg, Richard Drautz, a Câmara Brasil-Alemanha (AHK-Rio) realiza no próximo dia 21, na Firjan, uma rodada de negócios com empresas brasileiras e alemães. Segundo o presidente da AHK-Rio, Guilherme Stussi, o objetivo do encontro é identificar no mercado do Rio potenciais parceiros comerciais para empresas alemães nas áreas de eletro-eletrônico, mecânica/mineração, meio ambiente, alimentação e plástico, entre outras. O encontro ocorrerá das 10h às 17h.

Concorrência
A grande possibilidade de a BM&F Bovespa ganhar um concorrente no mercado brasileiro é uma tendência atual de mercados fortes em países da Europa e nos Estados Unidos, em que os investidores já estão desenvolvendo essa forma de trabalho, ou seja, escolhendo a bolsa para operar. Com esse tipo de operação em mais de uma bolsa os custos de compra e venda de ações seriam diminuídos em função da concorrência”, opina Luiz Antonio Fernandes Silva, professor do Curso de Administração das Faculdades Integradas Rio Branco.
A intenção de se estabelecer no Brasil é da gestora de recursos Claritas e da Bats Global Markets, uma plataforma eletrônica com sede nos EUA, que estão estudando oportunidades no mercado brasileiro. O risco de remessas dos lucros aqui amealhados não assusta o professor: “O investidor brasileiro poderá operar daqui em outros mercados, com despesas de comissões reduzidas e que ficariam aqui no país” afirma.

Deslumbramento
O destaque dado por alguns jornais à convocação de passeatas e manifestações pelo Facebook é tão ridículo quanto seria, no início do século passado, os periódicos alardearem que greves estavam sendo tramadas pelo telefone.

Invisível
Foram necessários quatro longos dias de intensa crise na cúpula da Polícia Civil do Rio para a imprensa “amiga” carioca notar a existência do governador Sérgio Cabral (PMDB). Cabral, que já passara olímpico pelo episódio da tragédia que se abateu sobre a Região Serrana., ainda acaba contratado pela indústria de blingadem para veículos, que, por determinação do Exército, não pode usar material superior ao nível 3A.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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