Dois pesos

Restritas pela Constituição a 50% da receita corrente líquida, as despesas com o funcionalismo nos últimos 12 meses encerrados em julho não ultrapassaram de 35,5%. No ano, batem em 33,5% e em julho se situaram em 31,2%, contra 50,6% em 1995. Os dados foram apresentados pela Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps) e baseados em pesquisa no Sistema Integrado de Administração (Siafi). O presidente da Anasps, Paulo Cesar de Souza, observa que os números deixam sem qualquer sustentação a cruzada do tucanato contra os servidores, que amargam sete anos sem reajuste: “O discurso do governo é um achincalhe permanente dos servidores, colocando sobre eles o ônus da crise estrutural do Estado, do déficit público, quando a causa é outra, pois já se antevê para 2001 que o governo federal deverá em 31 de dezembro de 2001 R$ 822,1 bilhões, conforme o projeto orçamentário que encaminhou ao Congresso. Desse total, R$ 699,8 bilhões serão em títulos internos e R$ 102,6 bilhões em títulos vendidos ao exterior. O governo deverá ainda R$ 19,7 bilhões no exterior em contratos de empréstimos”, comparou Paulo Cesar.

Ao léu
Moradores de Copacabana esperam que as promessas dos candidatos xifópagos César Maia e Luiz Paulo Conde sobre segurança saíam do discurso e se transformem em ações concretas. Hoje, idosos e turistas são as principais vítimas dos bandidos no bairro. Além disso, a falta de uma ação social, faz com que a população de rua do bairro cresça no mesmo ritmo em que se arrasta a recessão no país. Em poucas palavras, a Princesinha está perto de virar sapo.  

Promessas
Em seu programa eleitoral, o prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, diz que já acertou com o governador Garotinho a transferência de 70% das atribuições da PM para a Guarda Municipal. O Governo do Estado, inclusive, teria se comprometido a equipar a GM. Se essa promessa saísse do papel, seria um ato inconstitucional.

Caçada
O número de trabalhadores assassinados no campo este ano dobrou em relação ao ano passado. Até os dez primeiros meses do ano, segundo o MST, foram mortos dez trabalhadores ligados ao movimento, contra cinco assassinatos no mesmo período do 1999. Para o MST, o aumento do número de mortes no campo é conseqüência direta da impunidade, salientando que após a absolvição dos oficiais da PM acusados de envolvimento nos massacres de Eldorado de Carajás e Corumbiara, cresceu o número de pistoleiros contratados por fazendeiros para matar lideranças dos trabalhadores. Segundo o movimento, os assassinatos foram registrados em sete estados.

Segurança
A Escola de Turismo da UniverCidade e o Durban Convention and Visitors Bureau promovem, no próximo dia 13, em Durban, na África do Sul, o seminário “Marketing e Segurança”. Na ocasião, as instituições assinarão um convênio de cooperação técnica para capacitar as forças de segurança, formatar produtos turísticos e promover campanhas promocionais, neste local. “Consultoria internacional na área de turismo é uma possibilidade ímpar de intercâmbio de experiências”, afirma Bayard Boiteux, diretor da escola. A delegação brasileira será composta, além do professor Bayard, por Jorge Braga, comandante do Batalhão de Policiamento das Áreas Turísticas; George Irmes, presidente do Sindetur; Edialeda Nascimento, ex-subsecretária adjunta da criança; Maurício Werner, diretor de consultoria da Planet Work; a professora Selma Azevedo e Paula Levy, da TV UniverCidade.

Revanchismo
O presidente do PT, deputado federal José Dirceu, enviou carta ao ministro da Justiça, José Gregori, alertando sobre o que classifica de “onda de violência contra militantes do PT”. Na lista de denúncias do presidente do PT constam dois assassinatos – um em Suzano (SP) e outro em Cururipe (PE) – e dois atentados após a realização do primeiro turno das eleições. O documento relata ainda que militantes petistas que venceram as eleições no interior de São Paulo e no Maranhão estão sendo ameaçados de morte. “A violência e a impunidade estão alcançando níveis intoleráveis, que ameaçam tirar o Brasil do mapa das sociedades civilizadas”, finaliza Dirceu.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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