Dólar a R$ 4,44 aumenta preço do pão

Segundo especialista, também vão sofrer aumento bolos e diversos produtos com matéria-prima importada, como o trigo.

Ontem, o dólar bateu mais um recorde com valor de R$ 4,44, o maior da história. Entre os fatores que levaram a essa alta estão o coronavírus que chegou ao país e declarações da Presidência da República e os analistas ainda projetam chegar a valores mais altos.

O governo já alertou que é bom se acostumar com esses índices e o ministro Paulo Guedes afirmou que o dólar alto é bom para todos, em contrapartida já está intervindo na moeda. E

"A população brasileira no geral também é atingida, pois somos consumidores. Somada à inflação, que também está aumentando, a alta da moeda americana reflete diretamente no preço de produtos e serviços de nosso cotidiano, encarecendo-os substancialmente e, consequentemente, diminuindo nosso poder de compra", explica o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista.

Segundo ele, um exemplo de aumento é o relacionado ao trigo, que é em grande parte importado, o que irá refletir no aumento no preço do pãozinho da padaria, bolos e diversos produtos do dia a dia da população. No supermercado isso deve ser sentido também em todos os produtos que possuem matéria-prima. Se o dólar aumenta, os preços desses produtos aumentam também.

"Isso se replica em todos os setores que utilizam ou vendem matérias primas, produtos que são ou possuem peças importadas. Com isso a perspectiva é que se observe também a alta dos índices inflacionárias. Não tem como dizer que não haverá impacto para o cotidiano das pessoas", alerta.

Reinaldo Domingos também chama a atenção para uma questão que ele chama de efeito elástico da alta de preços

"Um ponto que alerto é que mesmo com a cotação do dólar diminuindo, o mesmo não deve acontecer com o preço. Quando observamos esses tipos de aumentos, observamos que depois, mesmo com a cotação voltando aos valores antigos, o mesmo não acontece com os preços, que podem até ter uma redução, mas não na mesma proporção. Por isso a necessidade de adequação de todos a essa nova realidade, pois não adianta ter expectativa de melhoria."

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