Dólar caindo e divisas emergentes podem aliviar câmbio hoje

Nesta quarta-feira a agenda econômica local vem fraca de indicadores, porém traz a segunda prévia do IGP-M. Com o exterior otimista os negócios locais podem sentir um aumento do ânimo dos investidores, com destaque para o petróleo, que segue em alta e pode beneficiar as ações da Petrobras. Contudo o Brasil registra recorde de casos diários de coronavírus, o que pode trazer certa cautela e prejudicar os papéis de empresas no setor de saúde. Se tratando dos juros, a alta nas treasuries, que ocorre nesta manhã, pode trazer uma tendência de alta, contudo os juros futuros podem ter seus ajustes limitados devido à queda do dólar ante os principais pares e moedas emergentes, o que tende a aliviar o câmbio por aqui. Os investidores locais seguem aguardando decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre Orçamento de 2022, e o destino de R$ 1,7 bilhão reservado para a recomposição salarial de servidores públicos gerou manifestações de várias categorias no dia de ontem, com paralisação destes servidores públicos, porém considerada fraca pelo Ministério da Economia. O contrato futuro de índice Bovespa era negociado em alta de 0,69% às 9h06 desta manhã, enquanto o dólar comercial operava em queda de 0,43% neste mesmo horário.

No cenário internacional os investidores monitoram as falas de Janet Yellen, secretária do Tesouro americano; e de Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra (BoE), em momento de expectativa sobre iminente aperto dos juros desses países devido a alta da inflação. Em Nova Iorque, os índices futuros operam próximos à estabilidade, com ganhos limitados pela alta dos treasuries. Os investidores também seguem monitorando a temporada de balanços, que hoje traz os resultados do Bank of America, Morgan Stanley, United Airlines e Procter & Gamble. Às 7h36, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,11%, o S&P 500 ganhava 0,15% e o Nasdaq, +0,25%). O juro da T-note de dois anos desacelerava a 1,055%, ante 1,042% ontem; o da T-note de 10 anos avançava a 1,887, de 1,874%; e o do T-bond de 30 anos aumentava a 2,198%, ante 2,192%. O índice DXY do dólar, que mede as variações da moeda americana frente a outras seis divisas relevantes, operava em baixa de 0,17%, a 95,573 pontos, após robusta valorização ontem. Na Europa as principais Bolsas negociam em alta nesta manhã, seguindo o otimismo de Nova York. Às 7h39, a Bolsa de Londres subia 0,12%, a de Frankfurt ganhava 0,17%, e a Paris subia 0,54%. O euro subia a US$ 1,1347, ante US$ 1,1325 no fim da tarde de ontem. A libra era cotada a US$ 1,3625, ante US$ 1,3593. Já na Ásia as bolsas fecharam majoritariamente no negativo, com investidores cautelosos com a expectativa de iminente aperto dos juros nos EUA. O índice Nikkei no Japão caiu 2,80%, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,77% em Seul. Na China continental, o Xangai Composto teve modesta baixa de 0,33%. Exceção, o Hang Seng garantiu alta marginal de 0,06% em Hong Kong. Na Oceania, o S&P/ASX 200 também caiu 1,03% em Sydney. Às 7h43, o dólar caía a 114,51 ienes, ante 114,63 ienes no fim da tarde de ontem.

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Yuri Pasini

Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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