Dólar em baixa: os motivos por trás da queda da moeda norte-americana

Desde o final de novembro, o dólar vem experimentando uma queda gradativa e, em dezembro, o desempenho não está sendo diferente. Porém, se levarmos em consideração o quadro geral, a moeda norte-americana teve grandes ganhos no ano de 2020, principalmente se comparada ao real brasileiro.

Ao total, neste período o dólar teve uma alta de cerca de 30,5%, batendo máximas históricas que evidenciaram a fraqueza e depreciação do real. E isso, principalmente, por conta da afetada economia brasileira, que vive uma crise já faz alguns anos, além do pânico gerado pela crise sanitária que levaram as contas públicas para o ralo.

Porém, não se pode negar que a economia externa sofreu leves alterações nas últimas semanas, e os investidores estão em busca de novos mercados. Desta forma, só em novembro, o dólar recuou cerca de 7%. Com esta redução, o poder de compra dos brasileiros melhora, principalmente em relação às compras internacionais. Um exemplo é a importação de produtos eletrônicos, como os novos consoles da Sony e Microsoft, que passaram por reajustes recentes. Para os amantes dos jogos online e dos jogos de azar, isso já não é um problema, já que existem plataformas como a Casinos.pt que selecionam novos cassinos online para novos jogadores, além de uma grande variedade de games de qualidade que prenderão sua atenção por horas a fio. Para que você entenda os possíveis motivos na redução do valor da moeda norte-americana, vamos expor alguns fatores que estão diretamente ligados a esta queda.

1 – Vacina cada vez mais próxima

coronavirus-medico-pesquisa (foto: Pixabay)

Fonte: Pixabay

Dia após dia surgem notícias sobre os avanços que a ciência tem feito no desenvolvimento de uma vacina contra o Covid-19. Dentre elas, a BioNTech e a Pfizer já pediram uma autorização à União Europeia para o uso emergencial do seu imunizante. Anteriormente, a Moderna já havia pedido autorização para a União Europeia, e a agência pertencente ao órgão europeu que concede a autorização para liberação dos medicamentos já anunciou que entre dezembro e janeiro deve liberar o uso das vacinas de ambas farmacêuticas.

As vacinas criadas pela Moderna e pela Pfizer apontam uma eficácia que supera os 90%, cogitando então uma possível solução para o enfrentamento do vírus. Contudo, isso não significa o encerramento da crise sanitária, já que nas últimas semanas a Europa vem implementando lockdowns além de medidas de isolamento social, assim como os EUA. Já São Paulo está na fase amarela do seu plano de reabertura da economia. Isso significa que os investidores estão enxergando um risco da pandemia cada vez menor sobre suas projeções, fazendo com que eles abram mão do dólar e fiquem mais impetuosos, negociando mais ativos na bolsa de Valores.

2 – Commodities valorizadas

Sabemos que boa parte da economia brasileira é baseada nas commodities, ou seja, produtos minerais e agrícolas que exportamos — exemplos são a soja, celulose, minério de ferro e petróleo. Quando o preço dessas mercadorias está baixo, significa que o dólar está apreciado em relação ao real, mas quando acontece o contrário, o real ganha força. E é o que vem acontecendo nos últimos tempos: a economia internacional tem visto uma alta no preço do minério de ferro e petróleo.

Esse cenário de alta leva em consideração principalmente a chegada das vacinas, já que com uma forma de imunização eficiente, acredita-se que a economia retornará à normalidade e as pessoas poderão circular normalmente, afetando diretamente o preço de combustíveis fósseis como é o caso da gasolina e do diesel, derivados do petróleo.

3 – Eleição de Joe Biden

Só o encerramento das eleições presidenciais norte-americanas é um fator para a redução do dólar, já que é um risco com o qual os investidores não precisam mais se preocupar. E, com a vitória, Biden deve abdicar de tarifações, já que é considerado um multilateralista, assim como Trump. Ademais, todo o endurecimento na guerra comercial contra o mercado chinês deve ser reduzido — e se temos o mínimo de lembrança dos últimos anos, este foi um dos principais pontos de sustentação do dólar nesse período.

Portanto, esses três fatores vêm sendo cruciais para a recente desvalorização do dólar e uma possível retomada econômica do real. O que nos resta esperar é que os conflitos políticos internos no Brasil não ocorram com tanta frequência, pois assim teremos mais chances de uma moeda valorizada.

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