Dooplace rentabiliza espaços comerciais ociosos

Plataforma permite a proprietários o compartilhamento com profissionais liberais sem burocracia do modelo atual de locação.

Empresas / 17:20 - 21 de fev de 2020

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O mercado de locações comerciais tem passado por transformações constantes nos últimos anos. Das tradicionais imobiliárias aos novos coworkings, surge agora a possibilidade de proprietários de espaços privativos compartilharem seus imóveis com empreendedores, autônomos e profissionais liberais sem burocracia, de maneira prática, totalmente digital e zero risco de levarem o famoso calote, considerando que a reserva demanda pagamento antecipado. É o que pretende a Dooplace ao criar uma plataforma para rentabilização dos espaços comerciais desocupados no curto e médio prazo.

Os proprietários podem fazer o cadastro do imóvel gratuitamente, em todo o país, e a Dooplace cobra uma taxa de serviço de 6%, apenas se o local for reservado por um dos usuários. Em contrapartida, a plataforma oferece ainda um fundo garantidor que cobre eventuais danos causados na propriedade.

No caso dos profissionais e empreendedores também ficou mais fácil encontrar e reservar um local pronto para atender clientes em poucos cliques. Há diversos perfis de espaços comerciais de acordo com diferentes ramos de atuação, abrangendo consultórios odontológicos, escritórios corporativos, estúdios de tatuagem, bancadas para cabeleireiro, salas de estética e afins. É possível encontrar ambientes a partir de R$ 15 por hora.

O processo não exige contratos ou comprovação de renda e as reservas podem ser feitas por hora, dia ou semana com pagamento adiantado por cartão de crédito ou boleto, excluindo o risco de inadimplência para os proprietários.

De acordo com Everson Gauer, diretor comercial da Dooplace, esse é o futuro da locação de espaços comerciais. “O mercado sempre se adapta às necessidades dos usuários. Hoje, temos dois públicos com necessidades que precisam ser atendidas sem burocracia e com flexibilidade. Os proprietários que precisam rentabilizar seus espaços em períodos de disponibilidade e os profissionais que buscam alternativas sem longos contratos, análise de crédito e comprovação de renda. Todos saem ganhando com este modelo”, explica.

O modelo de locação tradicional conta com uma série de empasses financeiros no momento da reserva. Entre os gastos que os locatários deixam de ter com este modelo atual, estão o registro de contrato em cartório, pagamento de caução ou seguro garantia, taxa condominial, energia elétrica, água e a compra dos equipamentos para atuação, contratos longos, etc. Os preços ainda chegam a custar até um quarto do valor de um coworking e muito abaixo das tabelas de imobiliárias, e o usuário só paga pelo período que utilizar o espaço. De acordo com o índice FipeZap, em dezembro, o valor médio do m² de locação de espaços comerciais no país era de R$ 8.645.

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