Dotz (DOTZ3): resultado do 3T25, Techfin e perspectivas

Segundo Otávio Araujo, o crescimento do negócio de Techfin dentro da Dotz tem acontecido na velocidade esperada pela companhia.

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Otávio Araujo (foto divulgação Dotz)
Otávio Araujo (foto divulgação Dotz)

Conversamos sobre o resultado do 3T25 da Dotz com Otávio Araujo, CEO da companhia.

Qual a sua avaliação sobre o resultado do 3T25 da Dotz?

O resultado e o desempenho da Dotz foram ótimos. Nós nos propusemos a fazer a transformação de uma empresa de um programa de fidelidade em uma empresa de serviços financeiros, e quando constatamos que a Techfin passou de 36% para 46% do negócio como um todo, vemos que avançamos bastante. Cabe ressaltar que em 2020, antes do IPO, a Techfin era 6%.

Com relação ao resultado, ele está em linha com a progressão que estamos mostrando. Cabe ressaltar que a tendência é que o resultado, à medida em que gerarmos mais negócios para a Techfin, junto com o crescimento do loyalty, siga nessa linha.

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Como você tem visto a evolução dos números da Dotz?

Os números apresentam uma tendência muito positiva. Nós saímos de um período com Ebitda negativo, quando fizemos os investimentos necessários para construirmos a plataforma que permitiu que a Techfin passasse de 6% para quase 50% do negócio, para um Ebtida de R$ 52 milhões nos últimos 12 meses. Agora, nós estamos focando no bottom line, no lucro líquido.

Hoje, o que é a Dotz? Uma empresa de loyalty ou uma Techfin?

Nos últimos anos, o negócio de Techfin tem crescido a uma média acima de 60% ao ano. Como nós fizemos o M&A da Noverde em 2022, e até aquele momento a estratégia de Techfin era muito básica na Dotz, esse crescimento se deu, basicamente, em 2022, 2023 e 2024. Como a Techfin chegou a quase 50% de toda a Dotz, eu diria que a velocidade desse processo se deu em conformidade com a nossa expectativa.

Quando olhamos para a frente e pensamos na tendência de crescimento do negócio Techfin, nós podemos dizer que a Dotz é uma empresa de serviços financeiros com um diferencial competitivo gigantesco, o programa de fidelidade, que conecta varejistas e marketplaces com consumidores através da venda de produtos financeiros e de fidelidade. Hoje, é isso que nós somos.

Qual a sua avaliação sobre o mercado da Dotz e a sua concorrência? 

Com relação ao mercado, nós continuamos com a estratégia de comermos o Brasil pelas beiradas. Por exemplo, o Dotz Pay, que é um novo produto para o varejo, é mais difícil de penetrar em grandes capitais, mas ele tem um mar azul muito interessante junto aos varejistas regionais, que, geralmente, são os maiores varejos das suas regiões. É por isso que nós seguimos com a estratégia de crescimento regional, mas também sempre trazendo parceiros nacionais, como as Americanas.

Com relação à concorrência, da mesma forma que nós temos concorrentes do negócio de loyalty, nós temos agora concorrentes do negócio de Techfin. Por exemplo, da mesma forma que nós vamos a um supermercado para vender uma solução, outros programas de fidelidade fazem o mesmo, e quando nós concedemos crédito para os nossos consumidores, também existem outras soluções. O que não havia era uma empresa de serviços financeiros que tivesse uma sinergia tão grande com um programa de fidelidade em um segmento de mercado onde todas essas coisas juntas podem gerar mais valor para um consumidor que não tem tanto acesso e que, efetivamente, não consegue ter benefícios, em uma visão de fidelidade, e crédito através dos seus atuais parceiros. 

Dessa forma, por mais que haja concorrência de programas de fidelidade e de serviços financeiros, eu vejo apenas a Dotz trabalhando esse público com uma visão de aumentar o poder de compra das pessoas misturando benefícios e crédito.

Como você está vendo as perspectivas da Dotz?

Além de eu estar vendo uma tendência muito boa de crescimento dos negócios da Dotz, eu não vejo algo que possa mudá-la nos próximos trimestres.

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